A felicidade não é deste mundo, sabem por quê? Porque nós fomos assinalados para trazê-la a ele...

by Rafa

Sábado

Também marcamos de voltar ao centro para assistir Maurice na Galeria Olido, dia 21. Na semana inteira vão passar filmes com temática gay. Capaz de eu ver todos...

Ah, bom dia. Pois é, desde que comecei(amos) a dormir mais cedo, instantaneamente passei(amos) a acordar mais cedo, mesmo nos fins-de-semana.

Pra eu não esquecer: fui até a Sta. Ifigênia encontrá-lo e de lá fomos ao shopping Light, no centro, jantar. Até aí nada demais, o diferente foi que o "kilo" dali onde comíamos sempre agora mudou de nome e de tempero: virou "Axé" e serve comidinha baiana! Tinha acarajá (não tive coragem de experimentar, só gosto de camarão em Ebicen e tempero de Miojo), muqueca de cação (com óleo de dendê): peguei, é amarguinho!, muqueca de siri (também peguei), feijão (com molho de tomate), arroz, salada de lentilha. Talvez nem tudo seja tipicamente baiano, mas daí nasceu a idéia e a vontade de visitarmos amanhã o I Salão de Turismo - Roteiros do Brasil (clique aqui e aqui). Uma das coisas bacanas do salão é a praça de alimentação com pratos de cada estado por R$ 2,00. Show!!!

Perigosa, como todas*, a notícia de que a sexualidade é controlada por um único gene. Já vejo gente pensando em exames pré-natais de detecção (e abortos clandestinos) e futurólogos pensando em manipulação. Se a cor da pele for um único gene, a mesma coisa. E a cor dos olhos, a altura, o peso... Será que Deus vai mesmo nos deixar engedrar por esses caminhos impunemente? Porque, já se sabe, a falta de mistureba genética leva as espécies à extinção precoce. Se todo mundo for manipulado pra ser igual, acabou a graça no planeta. Será que estamos preparados pra tamanho poder? Segundo meu sábio amigo Alê, não estamos preparados nem pra viver em sociedade!

Observação: do alto do meu pisciano conhecimento do modus operandi dei, sempre acreditei que sim, são os genes que comandam as reações do "físico", mas obedecendo a uma programação anterior, ainda quando estamos lá no Ghost - Do Outro Lado da Vida. Tipo, fica acertado que nesta encarnação vou ser gay. Ou preto. Ou cego. Beleza, então vamos preparar seu corpo pra que ele esteja de acordo com isso. Em outras palavras, não acho que os genes determinam nada, eles apenas obedecem aos desejos da alma. É como o programador e seu computer. O PC (ou Mac, não sejam Chatos) faz muita coisa. A gente até pensa que ele age por conta própria - e às vezes ele até consegue nos surpreender em suas respostas - mas tudo (ainda) depende: 1) do programador (alma), 2) dos programas (genes) e 3) do hardware (corpo). Sendo assim, talvez nem toda a hackerização genética (terrena) consiga extirpar certas coisas (o Espírito pode dar uma de Apolo 13 e conseguir extrair amperes de uma bolsa de xixi). Ou como diz o matemático interpretado pelo Jeff Goldblum em Jurassic Park: -Life always finds a way!

Mas ainda me preocupa o tal do aborto...

*Me refiro a todas as notícias relativas a genes e como eles controlam as características físicas e psíquicas e, principalmente, às conclusões que as pessoas tiram dessas notícias após leituras superficiais.

O Dia dos Namorados vem aí, mas a ciência acaba de jogar um balde de água fria em alguns sonhos românticos demais ao demonstrar que amor e sexo são coisas diferentes. Um estudo que será publicado na edição de julho do "The Journal of Neurophysiology" mostrou isso apor meio do escaneamento cérebro de pessoas que estavam na fase de começo de namoro. O lado direito do cérebro reage diante do amor. Já a atração sexual é vista do lado esquerdo do cérebro. E conclui: o amor mexe com sistemas de motivação e de busca de recompensa: a tão desejada reciprocidade.

Segundo Henrique Del Nero, psiquiatra e coordenador do Núcleo de Ciências Cognitivas da USP fala sobre o assunto, este estudo revela uma faceta interessante ao mostrar que há três áreas cerebrais distintas que são afetadas quando alguém sente desejo sexual, paixão ou quando está vivendo um relacionamento duradouro. "São três coisas diferentes. Ao contrário do que se pensa, o melhor sexo nem sempre é com a pessoa que mais se ama. Eu já ouvi muito isso nos meus 23 anos de clínica", afirmou.

A paixão, de acordo com ele, tem componentes interessantes, em termos de centros cerebrais ativados, que tem a ver com busca de beleza, de padrões estéticos. "Se a pessoa reparar bem, às vezes algumas características do alvo da sua paixão tem algum pedacinho do rosto que lembram alguma pessoa da família, remete a sensações muito primeiras de gratificação, de recompensa", explica.

"Mas no fundo o que o estudo mostra é que o amor apaixonado é um primeiro momento de forte impulso de ter alguém, muito antes de procriar. Está dissociado do sexo. É um desejo apaixonado de conquistar alguma coisa. Tanto é que a gente fala que a gente é apaixonada pelo trabalho, é um impulso violentíssimo que deixa a gente muito focada. E não tem muito que ver com sexo e com outras razões", completa Del Nero.

Sofisticação biológica

O homem começa a se diferenciar dos outros animais pelo sexo. Não somos seres muito antigos, se formos ver na escala evolutiva. "Nos animais, o primeiro motivo biológico do contato é a procriação. Nos animais existem ciclos, existe o cio. No homem, a natureza já inventou um cio que funciona o ano inteiro. Ele escolhe; ou seja, não é qualquer um. Os humanos são muito mais seletivos que os animais. Nós ganhamos com o sexo, o cio permanente e com a escolha, uma grande possibilidade de refinamento da prole. E podemos garantir que o parceiro fique por perto no tempo em que a fêmea fica inabilitada para certas funções", explica o psiquiatra.

De acordo com ele, na medida que a sociedade se desenvolveu na sua formação de valores, leis, cultura e civilização, nós precisávamos de mais. Aí entra o comportamento de afiliação. Uma ligação que vale mais que o sexo. O ser humano sofistica a possibilidade de a união ser mais duradoura do amor terno e do amor companheiro, aquele que dura a vida toda. São etapas muito bem explicadas. Aliou o sexo ao amor e à relação estável.

O lugar do sexo

O que o estudo mostra é que pode-se amar uma pessoa e não sentir atração por ela e vice-versa. O desejo carnal, principalmente no homem, pode ser totalmente desvinculado envolvimento.

"Devemos, sem banalizar o sexo, torná-lo uma coisa muito menos pesada que nos foi transmitido. Sexo é maravilhoso, belíssimo, deve ser totalmente liberado, no sentido de se livrar das amarras que cristianismo, as religiões e os sistemas colocaram para manter uma estrutura estável que era muito importante para o capitalismo", diz.

Já paixão, continua o psiquiatra, é uma das coisas mais maravilhosas que existe. "Ela é rara. A gente não pode viver esperando por um banquete. Mas que às vezes intoxica. Tem que comer arroz e feijão também. A cultura nos ensina amar o possível, e a paixão é um pouco de amor por uma utopia."

De acordo com ele, muitas vezes o amor se torna mais intenso quando não é correspondido. A incidência de quadros sérios de depressão sérias que vão parar em consultórios psiquiátricos, causadas por rejeição amorosa , é muito grande, só perde para perda de filho, separação e perda de emprego.

Um amor premeditado é um amor pobre. Um amor ousado é intenso, apaixonante. Mas um amor inconseqüente pode ser perigoso. Acho que a rejeição entra nesse ponto. É a habilidade de não ser premeditado,m obsessivo e calculista, mas ao mesmo tempo é algo que não se consegue inibir porque é um impulso primitivo. "Os circuitos cerebrais que estão envolvidos em paixão tendem a ter um looping repetitivo, como criança que repete mil vezes a mesma coisa. Tenho um paciente que liga 50 vezes por dia para a namorada. Até um juiz e a polícia foram acionados, mas ele não consegue parar", conta.

Para terminar o psiquiatra enumerou três modalidades que ele considera fundamentais no comportamento humano de afiliação (que o difere dos demais animais): "Tem o prazer corporal, o componente fortemente mental e espiritual e o terceiro, que é como aquela história de Platão, do carvalho que faz sombra por outro. Eles se protegem do sol excessivo. Quando um morre, o outro morre também. Nós temos a vida longa e nos protegemos os dois". É o amor duradouro.
Dois dogões com Alê (cujo cabelo pedala-robinho tá realmente tosco) e Pri + mousse de maracujá. Conseguirei chegar até o fim das 13h sem dormir em cima do teclado?

O telefone celular do Rabbit saiu impresso (erroneamente) em algum folheto de igreja. E a velinha ligou e ele explicou que o telefone saiu errado e tal. Mas ela insiste que está certo, discute com ele, e já ligou 3 vezes. Só que agora a gente decidiu que ele é sim o tal padre mencionado no folheto. E está "doutrinando" a velha. Departamento de Marketing do Padre Martelo, é mole?  Está sugerindo que mais informações ela consegue no outro telefone mencionado no folheto.

Sexta-feira
A grande verdade da vida (do universo e tudo mais): o Afonso agradecendo pelo que não tem de quê, o Tim acompanhando, o Rafa retornando, a Nath viajando estudando e encantando, a Luma alumiando, o Aldo esporadicamente aparecendo, o Nemo respeitando, o JN divertindo, as Anas espiando... e sem dúvida nenhuma o Alê e o Clô, que vão sem gerúndio mesmo. A grande verdade da vida: os amigos, os amores... a outra pessoa, enfim.
 
Mauricio, te aaaaaaaaaaamo!!
 
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Ok, agora o relatório: nada a relatar. A não ser a vontade de te encontrar, o motivo eu já nem sei. Nem que seja só para estar do seu lado só para ler no seu rosto uma mensagem de amor. Ô-ôôô...
Hmmm...
Papo estranhíssimo do Pai em relação à Irmã. Será que ela se meteu em encrenca mesmo?

Péssimo, você sabe, é a prova superlativa de que tudo o que é ruim pode sempre piorar, assim como o ótimo, é o melhor do tudo-de-bom, com direito a brinde, cinquenta por cento de desconto e almoço pago.

 

O pessimismo, embora assim pareça, não está diretamente ligado ao conceito de péssimo. Pessimista não é a pessoa que acredita que tudo de pior vai acontecer, mas aquele que tem tanto medo que qualquer coisa ruim ocorra que acaba impedindo que até o fato mais minimamente razoavelmente tenha espaço de vir-a-ser.

 

Ouvi um exemplo claro de pessimismo crônico no comentário de uma ouvinte de rádio, recentemente. O tema da discussão era a mudança do nome do bairro Vila Buarque para Vila Chico Buarque, em homenagem ao artista. Da forma mais clichê do mundo, a ouvinte comentou que era contra usando o seguinte argumento: "já pensou se a moda pega? (pessimistas adora dizem isso). Todo mundo vai querer mudar o nome do seu bairro também e aí, vai virar uma bagunça!"

 

É curioso. De onde o pessimista tira a idéia de que algo que nunca ocorreu, ao ocorrer pela primeira vez, vai imediatamente contaminar o todo e acontecer em massa? Se num estádio de futebol uma pessoa soltar um pum, o estádio inteiro explode em gás sulfídrico? Ao acender um palito de fósforo toda a caixa se incendeia? Os engradados de cerveja nos bares, abrem todas as garrafas assim que uma é servida à mesa?

 

Também chama a atenção esta expressão dos pessimistas, 'aí vai virar bagunça.' Pessimista não estuda física na escola? Nunca ouviu falar em entropia? Não sabe que tudo tende mesmo ao caos? No começo era o caos, lembra? Então, fez-se o mundo e rapidinho voltamos pro caos de novo. Aqui estamos nós, otimistas, esperando um mundo novo.

 

O pessimismo para alguns, é só uma das muitas possibilidades do estado de espírito mas para os que sofrem cronicamente deste mal, não. Essa  pessimista é antes de tudo, um solene cagão, do tipo que prefere que o tempo pare, o mundo pare, a vida pare. Não para ele descer, mas para que ele possa empurrar as pessoas que gostam do movimento. Em termos de Mecânica Clássica, o ideal do pessimista é um mundo em Movimento Retilíneo Uniforme, onde tudo fica sempre como está, seguindo curso, sem mudança de velocidade, sem alterações. É o sentimento estruturado no ruim com ele, pior sem ele, o acomodamento, a inércia.

 

Por que o pessimismo faz sucesso? Porque tem gente que lucra com ele. O medo é uma das maiores fontes de renda do capitalismo. Dá pra vender céu e inferno, perdão e proteção, redenção e armamento. O pessimismo, enfim, o combustível dos oportunistas, o portal da exploração, a morte em vida, o nada que a tudo destrói.

 

E xô urubu.

Quinta-feira
Então,
 
Novidades! :-)
 
Ontem, como eu disse, o Mauricio foi conhecer pessoalmente o Wander (com W, agora eu sei) e, peças do destino!, ele estava hospedado na casa do Paulo!! Quem é Paulo? É um amigo do Mauricio (e do Edson) de uns 10 anos atrás. Tinham perdido o contato e tal. Grata surpresa, não? No Keyhole se diz: se pra você o mundo é pequeno, compre um monitor maior! Mas coisas assim deixam a gente pensando: caracas... quando eu pensaria em reencontrar fulano, dez anos depois, através de um cicrano que mora láááááá onde Judas achou as botas que tinha perdido?
 
Continuando: quando saí do trabalho liguei pro Bichinho e tanto Wander quanto Paulo me convidaram pra ir conhecê-los também. Apesar de o Bichinho ter sido um péssimo indicador de caminho (-Tô no Arouche, pra onde vou? -Vira pra lá... -"Pra lá" onde, Jesus?), conseguimos me encaminhar pro apartamento do Paulo. Que apartamento gostoso! Que noite gostosa! E que povo bacana! Incluo em "povo" o David, namorado do Paulo, que chegou depois. Conversamos bastante, instalei Keyhole no micro do Paulo, jantamos (Hmmmm!! tava booooom!!! Peito de frango com molho de legumes, arroz, feijão, salada, doce de batata roxa e pudim de côco). Saímos de lá mais de 23h, com o contato entre Mau e Pau renovado e a perspectiva de um novo encontro pra jantar antes que o Wander volte pra cidade dele (que encontrei no Keyhole, lá no interior do Paraná). Ele viaja domingo.
 
Daí corre pro ponto pra tentar pegar o último ônibus pra casa. Deu tudo certo, chegamos sãos e salvos em nossas respectivas. Banho e cama. 00h10.
 
P.S.: Acho que o Paulo vai contratar a assessoria do Mauricio pra colocar energia solar na chácara dele. Iêba!
 
P.S. 2 - A Missão: HOJE É ANIVERSÁRIO DO AFONSO!! Parabéns, meu chapinha!!
O Retorno do Jedi Rafa Skytalker!!! May the Force be with you always!!

E o bom é que a Irmã vai, com os R$ 50 da consulta de hoje, lavar o carro e trocar a lâmpada traseira (mais não sei o que pro Boobie). Ou seja, o que entrar vai sair na hora. Bom pra ela saber como eu me sinto, hehehe...

E esta tarde o Bichinho vai tomar um café com o tal do Vander de Curitiba.

“Nunca deixe de fazer amanhã o que pode deixar de fazer hoje.”

“Celebridade é um idiota qualquer que apareceu na televisão.”

“Quem se curva aos opressores mostra a bunda aos oprimidos.”

“A alma enruga antes da pele.”

“Os pássaros voam porque não têm ideologia.”

“Todo homem nasce original e morre plágio.”

“Divagar e sempre.”

“A beleza é a inteligência à flor da pele.”

“Deus é bom. Está é muito mal cercado.”

“A coisa mais ridícula é todo mundo.”

“Nossa vida é um dramalhão, que os outros, naturalmente, assistem como comédia”.

by Millôr

De começo recomendo: este texto deve ser lido por inteiro. Por quê? Bem, existem muitos momentos em que é preciso ter foco no “desfoco”. Os olhos - infelizmente - nem sempre percebem tudo, pois em certos pontos de um texto, por exemplo, pode-se esconder um código ou mesmo um jogo. Em certos discursos podemos perceber um outro propósito, como se fosse um segundo objetivo. Dizemos que é subjetivo ou um outro termo desse gênero. Conseqüentemente, um objeto nem sempre é somente um simples objeto. Podem existir mil definições nele, tudo escondido e percebido somente por olhos com pleno foco no “desfoco”. Quer ver?

 

Você consegue descobrir o que se esconde num simples copo? Um copo de vidro pode ser de beber suco, vinho, etc; porém “desfoque” o copo e ele pode ser útil como recipiente de flores, como telefone sem fio, recipiente de pincéis, como lente que distorce o que se vê (ilusões de estilo psicodélico) e outros. Enfim, tudo pode ser brinquedo, pode ser diferente, pode ser um jogo. Um copo nem sempre é somente um copo. E isso serve em tudo, depende do que você percebe com seus olhos e mente. Logo, um texto nem sempre é somente um texto...

 

Você é bom em percepções? Pois neste texto tem um teste. Você conseguiu perceber? Neste jogo, quer dizer, texto, resolvi proibir o uso do “A”. Pode correr com seus olhos e ver que o “A” foi simplesmente esquecido. Nenhum “A” no texto todo. E você, conseguiu perceber isso? “Desfocou” do que leu? “Desfocou” do texto?

 

Pode ser um segredinho tolo, porém é muito útil. Pense nisso, pense no que você tem visto e percebido, no que você tem lido e entendido. Procure sempre o que está oculto no óbvio...

Ontem quando eu estava chegando na Lapa ele me liga pra dizer que está chegando também e pergunta se eu não quero esperá-lo no Terminal pra gente tomar um cafezinho juntos. Claro que eu quero, sô! Ainda mais porque no Terminal tem o tal do Vanilla que é u-hmmmmm-a delícia. De lá pegamos o ônibus e decidimos não ir ao shopping porque ninguém ligou avisando que o dvd havia chegado. Quase o convenci a descer comigo pra ver um episódio de Enterprise ou Mulan, mas acabou ficando pra outro dia mesmo. 
 
Bom, eu vi Mulan (nota-se pela letra da música abaixo...). E chorei de novo. Não por nada "grave", simplesmente porque é um desenho muito bonito e eu choro sempre nele e n'O Corcunda de Notre Dame'. Embora eu repite e insista: meu favorito (e dele) é o 'Lilo & Stitch'! :-)  E vê-lo em widescreen com som 5.1 então... uau!!
 
Depois do filme descobri que a livraria mandou zé meio. No fim, estava lá o dvd. Mas a gente vai lá buscar hoje ou amanhã. Outro e-mail bacana que recebi foi pra testar o beta do novo Keyhole, que agora deve se chamar GoogleEarth. A base de dados continua a mesma (fantástica) mas a interface mudou um pouco. Tá mais bonito, mas ainda pode melhorar muito. A novidade que eu mais gostei, contudo, foram os edifícios em 3D (normalmente eles aparecem achatados nas fotos, meio de lado, dependendo do ângulo do satélite que tirou a foto). Ainda não é o edifício em si, mas um modelo que mostra os contornos em preto-e-branco. De qualquer forma, dá pra "voar" pelo meio dos prédios em NY por exemplo. Show! Continuo recomendando.
 
A "má" notícia foi que a bosta da academia da Irmã descontou o cheque no Bradesco, mesmo com o aviso de que a conta tinha sido cancelada. Resultado: não foi. Preciso ligar lá hoje avisando que depositei pra eles tentarem de novo. Tãopouco consegui ainda fazer o depósito pagando o computador, que o idiota do RH esqueceu de descontar em folha. BB diz que falta dígito verificador. Falta o meu rabo, não o dígito!! :-)
 
What else? Esperanças pra que ele consiga alguns bicos, no mínimo, no ramo "solar". Tomara!!

Reflection

Vocal: Lea Salonga
Music: Matthew Wilder
Lyrics: David Zippel

Look at me
I will never pass for a perfect bride
Or a perfect daughter
Can it be
I'm not meant to play this part?
Now I see
That if I were truly to be myself
I would break my fam'ly's heart

Who is that girl I see
Staring straight
Back at me?
Why is my reflection someone
I don't know?
Somehow I cannot hide
Who I am
Though I've tried
When will my reflection show
Who I am inside?
When will my reflection show
Who I am inside?

Maio


já está no final
O que somos nós afinal
se já não nos vemos mais
Estamos longe demais
longe demais

Maio
já está no final
É hora de se mover
prá viver mil vezes mais
Esqueça os meses
esqueça os seus finais
esqueça os finais

Eu preciso de alguém
sem o qual eu passe mal
sem o qual eu não seja ninguém
eu preciso de alguém

Outro! Assim essas meninas acabam comigo...

[Ana]

nunca tive pretensões tão altas, e grandes, e importantes como agora. nunca me vi tão em cheque como agora. no exato instante. um agora que parece que está aí faz tempo: um ano ou dois, talvez. mas foi agora. um agora onde pululam possiblidades. e é assim: a gente cresce a partir das instigações externas. mas também é o interno que movimenta. a dinâmica parece simples: o desejo interno estava ali, a espera de um cutucão. então veio o desejo externo e disse: vamos fazer isso agora!
então é uma paranóia que mistura medo e euforia. e então você começa a arrumar desculpas do tipo mais furadas para que as coisas se adiem e você tenha tempo, ganhe tempo, tudo a serviço de um medo irremediavelmente grande de ver seus maiores desejos realizados. porque se recua diante da possibilidade de ter um desejo realizado. porque dá medo. porque é sair da zona de conforto - daquela de onde se pode reclamar de um mundo injusto e cruel que não dá nada de bom. e daí o tal mundo injusto e cruel resolve ser mais do que legal. ele te coloca em cheque. e você, paralisa. e pensa: não, peraí, não tá acontecendo comigo.
está. está sim. está ali. o desejo posto. aquele que você tinha escondido numa caixinha bem discreta, no fundo do armário. alguém foi lá, abriu a caixa, gostou do que viu, se virou para você e disse: ei! eu também quero isso! e quero agora! vamos juntos?
e você sorri meio torto porque foi completamente pega de surpresa e não sabe nem bem o que está pensando quanto mais o que dizer.

[pausa pra respirar]

crescer é um troço complicado. e é um troço que sempre está aí. a gente nunca "está pronto". e se está, é porque é embotado e fechado numa dimensão muito pequena. crescer é constante. até uma pessoa perto do fim cresce. cresce diante do seu processo de finitude. a gente aprende sempre. e erra quem pensa que já sabe tudo - ou tudo que precisa.
não. a gente nunca vai ter as coisas tão concretas nas mãos. não. ninguém vai saber exatamente tudo ou extremamente nada do que precisa. a gente é sempre surpreendido pelo destino. o perverso destino que adora, de longe, ficar olhando a nossa reação diante do inesperado. mesmo que o inesperado seja o sempre esperado.
pensar que precisamos do mundo pra realizar sonhos A ou B é ilusão. é adiar a decisão de realizar ou não o sonho. porque nunca - eu disse nunca - vamos estar plenamente satisfeitos com as coisas. e se um sonho depende da plena satisfação para ser realizado ele não é um sonho. ele é uma ilusão.
crescer é um troço fudido pra caralho.

[suspiro]

então se abre um processo no consciente e no inconsciente que não tem como explicar. você sonha. você conversa. você esgota todas as possiblidades de pensamento. de resolução. mas não resolve. é óbvio: o desejo externo continua ali, a espera de uma posição sua.
então começa um embate de desejos - interno e externo. pondera dali, pesa daqui. olha de perto. olha de longe. mede. calcula.

[porra, mas pra que calcular tanto?! se for parar pra pensar nunca vai ser a hora! se for parar pra esperar a perfeição do cosmo e a conjunção lunar nunca vai dar certo! acorda! ei! acorda!]

daí você acorda. e percebe que nada foi sonho. e que tem alguém esperando uma resposta. então você olha para o sol, pensa nas nuvens e pondera sobre a chuva. levo um blusão? e guarda-chuva? decide: foda-se o medo!

o tempo que for quero estar lá fora. na vida real. atuando nos meus desejos. participando dos desabrochares. quantos e quaisquer forem.

a minha resposta para o desejo externo?
se ainda é necessária: o meu SIM é gritado!

Esse eu preciso guardar! Ana Carol, brigado!!

[Ana Carolina]
Seria pessoal, Edu, se ele te conhecesse... Ele não te conhece, por isso te quer morto: porque ele quer matar aquele que não confirma a sua perfeição e simetria. O outro não quer teu sangue porque tu não deixa ele andar no trilho da ordem, já que vem mostrar que a vida pode ser caos - e pode, com isso, ser boa.

Terça-feira
Toma chá com limão
qui qui qui qui qui qui
ocê fica bão, negão!
 
Dô resfriabo. Dariz pingãdo. Bas dô legal. E toba chá adrás de chá. Dão sei se fucioda, bas... dô tetãdo.

Sem grilos.

Afonso, um tanto de verdade, um tanto de ironia. O "sem grilos" diz respeito a mim comigo mesmo, tão-somente. Diz do fato de eu nunca ter questionado a minha sexualidade nem ter me sentido mal comigo mesmo por conta dela. De eu nunca ter quisto mudar ou ter jamais sonhado em experimentar o lado negro da força (ok, sonhei uma vez).

O "deveria ter?!" traz, em sem ponto de exclamação, a ingenuidade que eu gostaria de ter e a ironia que eu possuo de sobra. Talvez traga também a tristeza. Por mim e pelos outros: aqueles que não têm paz nem dentro de si mesmos. Talvez seja, além de tudo, uma chamada às armas, à indignação por ter compactuado com o preconceito dos demais, no meu silêncio. Me refugiei na minha paz comigo mesmo e na idéia de que a sexualidade de cada um é íntima e não interessa a quase mais ninguém. Deveria ser assim. 

Mas quando um motorista de ônibus diz que me quer morto sem sequer me conhecer, quando um banco de sangue diz que não posso doar sem sequer me provar que meu sangue é ruim, daí é pessoal. Muito pessoal. Tá chegando a hora de fazer jus à minha linha-da-vida que são duas e correm pararelas por um tempo, mas depois segue só a segunda. Assim:

Ciganamente pode nem ser o que eu penso, mas sempre gostei de acreditar que significa a adoção de uma nova postura de vida (a alternativa seria "acidente quase fatal", mas acho que não gosto muito desta, não!). Se não vier a significar sair do armário totalmente, que seja pelo menos inde importa: família e amigos.

Será que tenho coragem? 

O melhor da Parada, contudo, foi a sensação de invisibilidade: de poder pegar na mão se eu quisesse, de abaçar se eu quisesse, de beijar se eu quisesse, sem ninguém notar, estranhar, fazer cara de nojo ou qualquer coisa assim ou pior. Porque a maioria da gente só dá valor ao que perdeu ou ao que nunca teve: comemorem, vocês que já podem beijar sem pensar duas vezes. Celebrem, vocês que não precisam de paradas. Vocês, cujos amigos mais queridos não estranham suas carícias. Porque o preconceito, o pré-julgamento, é um dos sentimentos mais cruéis a ser sentido ou imposto a alguém. Felizes os que nunca sofreram com essa maldade do ser humano. Felizes, contudo, também, os que lutam e que sobrepujam quase tudo isso. Um dia, quem sabe, a gente chega lá.

Até então, parabéns pela vitória de ontem!

Segunda-feira
Ah, se todas as semanas tivessem só 2 dias úteis... Ok, ok: 4 e não se fala mais nisso! Pode ser?
 
Bão, a semana que passou foi realmente atípica: enchente, feriado+star wars, folga, parada. Nunca acontecerá outra vez (embora eu desconfie um pouco do star wars...). Pelo menos não desta maneira. Então deixa eu registrar mais algumas coisinhas que eu vou querer relembrar daqui a uns anos, quando eu reler isso tudo:
 
Sábado: com o Bichinho resfriado e os irmãos dele fazendo bagunça na casa da frente, peguei o cara e fomos ao parque tomar sol. Depois fomos à Cobasi comprar ração e aproveitei pra mostrar pra ele a casinha(zona) que me parecia ideal pras moças Pê, Vi e Du. Ainda fomos ao shopping procurar (e achar) uma bolsinha porta-câmera pra mim e jantar. Cinema não tinha nada (Eliana e os Golfinhos? Give me a break...). De volta pra casa teve "Branca de Neve de Terror" ou coisa assim na Record, com a Sigourney Weaver. Tosco. Mas...
 
Domingo: pelo nível da manha e do resfriado, achei que ele não iria. Mas quis ir sim. E fomos - de busão e metrô. Nunca vi tanta gente junta, em paz, e olha que já tinha ido a um dos reveillons na paulista (mas com "apenas" 1 milhão de pessoas). Não sei dizer se eram 1.8 (PM) ou 2.5 milhões (organização). O que sei é que era MUITA gente, em paz, em festa. Que bom! A única pena é que não consegui me juntar ao Tim e à ursarada (alguns eu conheço de bate-papo na internet, gostaria de conhecê-los pessoalmente): eles passaram do outro lado da avenida e naquele momento estava simplesmente impossível atravessar a rua, de tanta gente! Mas pelo menos vi as bandeiras passando! :-) 
 
Muita gente se beijando (meninos e meninos, meninas e meninas, meninos e meninas, senhores e senhoras, senhores e senhores - só não vi senhoras e senhoras). Muita gente colorida. Muita, muita gente "normal" (porque o que mais mostra na tv são os fantasiados e tal). Muito, muito bacana. Comemos num Habib's ali perto e voltamos pra ver o último trio passar (o Demolidor, com o pessoal da Trasn 80's cantando Trem da Alegria, Festa no Apê...)
 
Esse foi o lado "público" da coisa, que eu quero lembrar (e os mais de 100 fotos e vídeos vão me ajudar nisso). Teve o lado pessoal, que eu não gostei. Mas desse eu não vou falar.
 
Na volta, o motorista de ônibus fez um comentário muito maldoso para uma passageira sobre a parada (que ano que vem serão bem menos participantes porque ele espera que morram muitos). O que nos trouxe de volta à realidade: nem tudo são flores. E de volta à luta: reclamamos para o fiscal no terminal e ainda vamos reclamar para a SPTrans e para a companhia de ônibus.
 
Sim, a visibilidade e aceitação vêm melhorando muito. Foi muito bacana ver pais com seus filhos no ombro festejando embora eu concorde que as crianças nem tem idade pra saber o que é ser gay e que eu desconfie que uma educação anti-preconceito em casa ainda falta - ir pra festa uma vez por ano apenas não é suficiente.
 
Já no Terminal, a Irmã foi nos buscar porque ainda íamos com ela até a casa do Dr. G, pra ensinar o caminho (ela vai lá hoje tratar da coluna dele). Bate-papo ligeiro e gostoso me ajudou a melhorar o humor.
 
Já em casa, um banho quente e gostoso. Duro será encarar 5 dias úteis seguidos.
 
P.S.: Amanhã voltamos ao shopping pra pegar o dvd "Marte Ataca" que encomendei, e hoje/amanhã deve chegar pelos Correios o meu "Mulan Ed. Especial DVD duplo". Desenho sensacional, o primeiro desenho que eu considero quase explicitamente gay da Disney.
EU FUI!

 

Domingo
Em que time você está?

[por Vange Leonel]

Após anos tentando entender as objeções feitas à homossexualidade, concluí que todas podem ser reduzidas em um denominador comum: a moralidade.

Mesmo aqueles que alegam que a homossexualidade vai contra a natureza, na verdade, fazem objeções morais. Ora, há tantas coisas que fazemos que não são naturais, como andar de automóvel ou falar ao telefone. A própria civilização foi erguida em contraposição à natureza. Por outro lado, a homossexualidade é praticada em centenas de espécies animais, sendo, portanto, natural. Assim, quando se faz objeções à naturalidade da homossexualidade, na verdade se questiona sua moralidade.

Mais óbvios, alguns julgam a homossexualidade imoral porque suas religiões assim decretaram. De qualquer modo, seja por obediência a um credo institucionalizado ou por uma crença íntima, o veto à homossexualidade tem fundo moral. Em suma, gays não têm direitos civis equivalentes aos dos heterossexuais porque a sociedade, representada por autoridades legislativas, não os considera moralmente aptos.

Como explicar a falta de uma legislação para que casais homossexuais adotem crianças ou regulamentem suas uniões civis? Como explicar a resistência ao beijo gay mostrado nas ruas ou na TV? Só uma coisa explica isso: homossexuais são tidos como imorais. Fosse apenas uma opinião, não me importaria, mas ela priva gays e lésbicas da igualdade civil.

O mundo agora se divide entre os que julgam a homossexualidade intrinsecamente imoral e os que pensam que moralidade independe de orientação sexual. E você, em que time está?


E-mail: vangeleonel@uol.com.br
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BRASIL, Homem, de 26 a 35 anos, gay, sem grilos. Deveria ter?!
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