A felicidade não é deste mundo, sabem por quê? Porque nós fomos assinalados para trazê-la a ele...
by Rafa
Também marcamos de voltar ao centro para assistir Maurice na Galeria Olido, dia 21. Na semana inteira vão passar filmes com temática gay. Capaz de eu ver todos...
Ah, bom dia. Pois é, desde que comecei(amos) a dormir mais cedo, instantaneamente passei(amos) a acordar mais cedo, mesmo nos fins-de-semana.
Pra eu não esquecer: fui até a Sta. Ifigênia encontrá-lo e de lá fomos ao shopping Light, no centro, jantar. Até aí nada demais, o diferente foi que o "kilo" dali onde comíamos sempre agora mudou de nome e de tempero: virou "Axé" e serve comidinha baiana! Tinha acarajá (não tive coragem de experimentar, só gosto de camarão em Ebicen e tempero de Miojo), muqueca de cação (com óleo de dendê): peguei, é amarguinho!, muqueca de siri (também peguei), feijão (com molho de tomate), arroz, salada de lentilha. Talvez nem tudo seja tipicamente baiano, mas daí nasceu a idéia e a vontade de visitarmos amanhã o I Salão de Turismo - Roteiros do Brasil (clique aqui e aqui). Uma das coisas bacanas do salão é a praça de alimentação com pratos de cada estado por R$ 2,00. Show!!!

Perigosa, como todas*, a notícia de que a sexualidade é controlada por um único gene. Já vejo gente pensando em exames pré-natais de detecção (e abortos clandestinos) e futurólogos pensando em manipulação. Se a cor da pele for um único gene, a mesma coisa. E a cor dos olhos, a altura, o peso... Será que Deus vai mesmo nos deixar engedrar por esses caminhos impunemente? Porque, já se sabe, a falta de mistureba genética leva as espécies à extinção precoce. Se todo mundo for manipulado pra ser igual, acabou a graça no planeta. Será que estamos preparados pra tamanho poder? Segundo meu sábio amigo Alê, não estamos preparados nem pra viver em sociedade!
Observação: do alto do meu pisciano conhecimento do modus operandi dei, sempre acreditei que sim, são os genes que comandam as reações do "físico", mas obedecendo a uma programação anterior, ainda quando estamos lá no Ghost - Do Outro Lado da Vida. Tipo, fica acertado que nesta encarnação vou ser gay. Ou preto. Ou cego. Beleza, então vamos preparar seu corpo pra que ele esteja de acordo com isso. Em outras palavras, não acho que os genes determinam nada, eles apenas obedecem aos desejos da alma. É como o programador e seu computer. O PC (ou Mac, não sejam Chatos) faz muita coisa. A gente até pensa que ele age por conta própria - e às vezes ele até consegue nos surpreender em suas respostas - mas tudo (ainda) depende: 1) do programador (alma), 2) dos programas (genes) e 3) do hardware (corpo). Sendo assim, talvez nem toda a hackerização genética (terrena) consiga extirpar certas coisas (o Espírito pode dar uma de Apolo 13 e conseguir extrair amperes de uma bolsa de xixi). Ou como diz o matemático interpretado pelo Jeff Goldblum em Jurassic Park: -Life always finds a way!
Mas ainda me preocupa o tal do aborto...
*Me refiro a todas as notícias relativas a genes e como eles controlam as características físicas e psíquicas e, principalmente, às conclusões que as pessoas tiram dessas notícias após leituras superficiais.
O telefone celular do Rabbit saiu impresso (erroneamente) em algum folheto de igreja. E a velinha ligou e ele explicou que o telefone saiu errado e tal. Mas ela insiste que está certo, discute com ele, e já ligou 3 vezes. Só que agora a gente decidiu que ele é sim o tal padre mencionado no folheto. E está "doutrinando" a velha. Departamento de Marketing do Padre Martelo, é mole? Está sugerindo que mais informações ela consegue no outro telefone mencionado no folheto.
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Péssimo, você sabe, é a prova superlativa de que tudo o que é ruim pode sempre piorar, assim como o ótimo, é o melhor do tudo-de-bom, com direito a brinde, cinquenta por cento de desconto e almoço pago.
O pessimismo, embora assim pareça, não está diretamente ligado ao conceito de péssimo. Pessimista não é a pessoa que acredita que tudo de pior vai acontecer, mas aquele que tem tanto medo que qualquer coisa ruim ocorra que acaba impedindo que até o fato mais minimamente razoavelmente tenha espaço de vir-a-ser.
Ouvi um exemplo claro de pessimismo crônico no comentário de uma ouvinte de rádio, recentemente. O tema da discussão era a mudança do nome do bairro Vila Buarque para Vila Chico Buarque, em homenagem ao artista. Da forma mais clichê do mundo, a ouvinte comentou que era contra usando o seguinte argumento: "já pensou se a moda pega? (pessimistas adora dizem isso). Todo mundo vai querer mudar o nome do seu bairro também e aí, vai virar uma bagunça!"
É curioso. De onde o pessimista tira a idéia de que algo que nunca ocorreu, ao ocorrer pela primeira vez, vai imediatamente contaminar o todo e acontecer em massa? Se num estádio de futebol uma pessoa soltar um pum, o estádio inteiro explode em gás sulfídrico? Ao acender um palito de fósforo toda a caixa se incendeia? Os engradados de cerveja nos bares, abrem todas as garrafas assim que uma é servida à mesa?
Também chama a atenção esta expressão dos pessimistas, 'aí vai virar bagunça.' Pessimista não estuda física na escola? Nunca ouviu falar em entropia? Não sabe que tudo tende mesmo ao caos? No começo era o caos, lembra? Então, fez-se o mundo e rapidinho voltamos pro caos de novo. Aqui estamos nós, otimistas, esperando um mundo novo.
O pessimismo para alguns, é só uma das muitas possibilidades do estado de espírito mas para os que sofrem cronicamente deste mal, não. Essa pessimista é antes de tudo, um solene cagão, do tipo que prefere que o tempo pare, o mundo pare, a vida pare. Não para ele descer, mas para que ele possa empurrar as pessoas que gostam do movimento. Em termos de Mecânica Clássica, o ideal do pessimista é um mundo em Movimento Retilíneo Uniforme, onde tudo fica sempre como está, seguindo curso, sem mudança de velocidade, sem alterações. É o sentimento estruturado no ruim com ele, pior sem ele, o acomodamento, a inércia.
Por que o pessimismo faz sucesso? Porque tem gente que lucra com ele. O medo é uma das maiores fontes de renda do capitalismo. Dá pra vender céu e inferno, perdão e proteção, redenção e armamento. O pessimismo, enfim, o combustível dos oportunistas, o portal da exploração, a morte em vida, o nada que a tudo destrói.
E xô urubu.
E o bom é que a Irmã vai, com os R$ 50 da consulta de hoje, lavar o carro e trocar a lâmpada traseira (mais não sei o que pro Boobie). Ou seja, o que entrar vai sair na hora. Bom pra ela saber como eu me sinto, hehehe...
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E esta tarde o Bichinho vai tomar um café com o tal do Vander de Curitiba. ![]()
“Nunca deixe de fazer amanhã o que pode deixar de fazer hoje.”
“Celebridade é um idiota qualquer que apareceu na televisão.”
“Quem se curva aos opressores mostra a bunda aos oprimidos.”
“A alma enruga antes da pele.”
“Os pássaros voam porque não têm ideologia.”
“Todo homem nasce original e morre plágio.”
“Divagar e sempre.”
“A beleza é a inteligência à flor da pele.”
“Deus é bom. Está é muito mal cercado.”
“A coisa mais ridícula é todo mundo.”
“Nossa vida é um dramalhão, que os outros, naturalmente, assistem como comédia”.
by Millôr
De começo recomendo: este texto deve ser lido por inteiro. Por quê? Bem, existem muitos momentos em que é preciso ter foco no “desfoco”. Os olhos - infelizmente - nem sempre percebem tudo, pois em certos pontos de um texto, por exemplo, pode-se esconder um código ou mesmo um jogo. Em certos discursos podemos perceber um outro propósito, como se fosse um segundo objetivo. Dizemos que é subjetivo ou um outro termo desse gênero. Conseqüentemente, um objeto nem sempre é somente um simples objeto. Podem existir mil definições nele, tudo escondido e percebido somente por olhos com pleno foco no “desfoco”. Quer ver?
Você consegue descobrir o que se esconde num simples copo? Um copo de vidro pode ser de beber suco, vinho, etc; porém “desfoque” o copo e ele pode ser útil como recipiente de flores, como telefone sem fio, recipiente de pincéis, como lente que distorce o que se vê (ilusões de estilo psicodélico) e outros. Enfim, tudo pode ser brinquedo, pode ser diferente, pode ser um jogo. Um copo nem sempre é somente um copo. E isso serve em tudo, depende do que você percebe com seus olhos e mente. Logo, um texto nem sempre é somente um texto...
Você é bom em percepções? Pois neste texto tem um teste. Você conseguiu perceber? Neste jogo, quer dizer, texto, resolvi proibir o uso do “A”. Pode correr com seus olhos e ver que o “A” foi simplesmente esquecido. Nenhum “A” no texto todo. E você, conseguiu perceber isso? “Desfocou” do que leu? “Desfocou” do texto?
Pode ser um segredinho tolo, porém é muito útil. Pense nisso, pense no que você tem visto e percebido, no que você tem lido e entendido. Procure sempre o que está oculto no óbvio...
Vocal: Lea Salonga
Music: Matthew Wilder
Lyrics: David Zippel
Look at me I will never pass for a perfect bride Or a perfect daughter Can it be I'm not meant to play this part? Now I see That if I were truly to be myself I would break my fam'ly's heart Who is that girl I see Staring straight Back at me? Why is my reflection someone I don't know? Somehow I cannot hide Who I am Though I've tried When will my reflection show Who I am inside? When will my reflection show Who I am inside?
Maio
já está no final
O que somos nós afinal
se já não nos vemos mais
Estamos longe demais
longe demais
Maio
já está no final
É hora de se mover
prá viver mil vezes mais
Esqueça os meses
esqueça os seus finais
esqueça os finais
Eu preciso de alguém
sem o qual eu passe mal
sem o qual eu não seja ninguém
eu preciso de alguém
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Outro! Assim essas meninas acabam comigo...
[Ana]
nunca tive pretensões tão altas, e grandes, e importantes como agora. nunca me vi tão em cheque como agora. no exato instante. um agora que parece que está aí faz tempo: um ano ou dois, talvez. mas foi agora. um agora onde pululam possiblidades. e é assim: a gente cresce a partir das instigações externas. mas também é o interno que movimenta. a dinâmica parece simples: o desejo interno estava ali, a espera de um cutucão. então veio o desejo externo e disse: vamos fazer isso agora!
então é uma paranóia que mistura medo e euforia. e então você começa a arrumar desculpas do tipo mais furadas para que as coisas se adiem e você tenha tempo, ganhe tempo, tudo a serviço de um medo irremediavelmente grande de ver seus maiores desejos realizados. porque se recua diante da possibilidade de ter um desejo realizado. porque dá medo. porque é sair da zona de conforto - daquela de onde se pode reclamar de um mundo injusto e cruel que não dá nada de bom. e daí o tal mundo injusto e cruel resolve ser mais do que legal. ele te coloca em cheque. e você, paralisa. e pensa: não, peraí, não tá acontecendo comigo.
está. está sim. está ali. o desejo posto. aquele que você tinha escondido numa caixinha bem discreta, no fundo do armário. alguém foi lá, abriu a caixa, gostou do que viu, se virou para você e disse: ei! eu também quero isso! e quero agora! vamos juntos?
e você sorri meio torto porque foi completamente pega de surpresa e não sabe nem bem o que está pensando quanto mais o que dizer.
[pausa pra respirar]
crescer é um troço complicado. e é um troço que sempre está aí. a gente nunca "está pronto". e se está, é porque é embotado e fechado numa dimensão muito pequena. crescer é constante. até uma pessoa perto do fim cresce. cresce diante do seu processo de finitude. a gente aprende sempre. e erra quem pensa que já sabe tudo - ou tudo que precisa.
não. a gente nunca vai ter as coisas tão concretas nas mãos. não. ninguém vai saber exatamente tudo ou extremamente nada do que precisa. a gente é sempre surpreendido pelo destino. o perverso destino que adora, de longe, ficar olhando a nossa reação diante do inesperado. mesmo que o inesperado seja o sempre esperado.
pensar que precisamos do mundo pra realizar sonhos A ou B é ilusão. é adiar a decisão de realizar ou não o sonho. porque nunca - eu disse nunca - vamos estar plenamente satisfeitos com as coisas. e se um sonho depende da plena satisfação para ser realizado ele não é um sonho. ele é uma ilusão.
crescer é um troço fudido pra caralho.
[suspiro]
então se abre um processo no consciente e no inconsciente que não tem como explicar. você sonha. você conversa. você esgota todas as possiblidades de pensamento. de resolução. mas não resolve. é óbvio: o desejo externo continua ali, a espera de uma posição sua.
então começa um embate de desejos - interno e externo. pondera dali, pesa daqui. olha de perto. olha de longe. mede. calcula.
[porra, mas pra que calcular tanto?! se for parar pra pensar nunca vai ser a hora! se for parar pra esperar a perfeição do cosmo e a conjunção lunar nunca vai dar certo! acorda! ei! acorda!]
daí você acorda. e percebe que nada foi sonho. e que tem alguém esperando uma resposta. então você olha para o sol, pensa nas nuvens e pondera sobre a chuva. levo um blusão? e guarda-chuva? decide: foda-se o medo!
o tempo que for quero estar lá fora. na vida real. atuando nos meus desejos. participando dos desabrochares. quantos e quaisquer forem.
a minha resposta para o desejo externo?
se ainda é necessária: o meu SIM é gritado!
Esse eu preciso guardar! Ana Carol, brigado!!
[Ana Carolina]
Seria pessoal, Edu, se ele te conhecesse... Ele não te conhece, por isso te quer morto: porque ele quer matar aquele que não confirma a sua perfeição e simetria. O outro não quer teu sangue porque tu não deixa ele andar no trilho da ordem, já que vem mostrar que a vida pode ser caos - e pode, com isso, ser boa.
Sem grilos.
Afonso, um tanto de verdade, um tanto de ironia. O "sem grilos" diz respeito a mim comigo mesmo, tão-somente. Diz do fato de eu nunca ter questionado a minha sexualidade nem ter me sentido mal comigo mesmo por conta dela. De eu nunca ter quisto mudar ou ter jamais sonhado em experimentar o lado negro da força (ok, sonhei uma vez).
O "deveria ter?!" traz, em sem ponto de exclamação, a ingenuidade que eu gostaria de ter e a ironia que eu possuo de sobra. Talvez traga também a tristeza. Por mim e pelos outros: aqueles que não têm paz nem dentro de si mesmos. Talvez seja, além de tudo, uma chamada às armas, à indignação por ter compactuado com o preconceito dos demais, no meu silêncio. Me refugiei na minha paz comigo mesmo e na idéia de que a sexualidade de cada um é íntima e não interessa a quase mais ninguém. Deveria ser assim.
Mas quando um motorista de ônibus diz que me quer morto sem sequer me conhecer, quando um banco de sangue diz que não posso doar sem sequer me provar que meu sangue é ruim, daí é pessoal. Muito pessoal. Tá chegando a hora de fazer jus à minha linha-da-vida que são duas e correm pararelas por um tempo, mas depois segue só a segunda. Assim:
Ciganamente pode nem ser o que eu penso, mas sempre gostei de acreditar que significa a adoção de uma nova postura de vida (a alternativa seria "acidente quase fatal", mas acho que não gosto muito desta, não!). Se não vier a significar sair do armário totalmente, que seja pelo menos inde importa: família e amigos.
Será que tenho coragem?
O melhor da Parada, contudo, foi a sensação de invisibilidade: de poder pegar na mão se eu quisesse, de abaçar se eu quisesse, de beijar se eu quisesse, sem ninguém notar, estranhar, fazer cara de nojo ou qualquer coisa assim ou pior. Porque a maioria da gente só dá valor ao que perdeu ou ao que nunca teve: comemorem, vocês que já podem beijar sem pensar duas vezes. Celebrem, vocês que não precisam de paradas. Vocês, cujos amigos mais queridos não estranham suas carícias. Porque o preconceito, o pré-julgamento, é um dos sentimentos mais cruéis a ser sentido ou imposto a alguém. Felizes os que nunca sofreram com essa maldade do ser humano. Felizes, contudo, também, os que lutam e que sobrepujam quase tudo isso. Um dia, quem sabe, a gente chega lá.
Até então, parabéns pela vitória de ontem!

[por Vange Leonel]
Após anos tentando entender as objeções feitas à homossexualidade, concluí que todas podem ser reduzidas em um denominador comum: a moralidade.
Mesmo aqueles que alegam que a homossexualidade vai contra a natureza, na verdade, fazem objeções morais. Ora, há tantas coisas que fazemos que não são naturais, como andar de automóvel ou falar ao telefone. A própria civilização foi erguida em contraposição à natureza. Por outro lado, a homossexualidade é praticada em centenas de espécies animais, sendo, portanto, natural. Assim, quando se faz objeções à naturalidade da homossexualidade, na verdade se questiona sua moralidade.
Mais óbvios, alguns julgam a homossexualidade imoral porque suas religiões assim decretaram. De qualquer modo, seja por obediência a um credo institucionalizado ou por uma crença íntima, o veto à homossexualidade tem fundo moral. Em suma, gays não têm direitos civis equivalentes aos dos heterossexuais porque a sociedade, representada por autoridades legislativas, não os considera moralmente aptos.
Como explicar a falta de uma legislação para que casais homossexuais adotem crianças ou regulamentem suas uniões civis? Como explicar a resistência ao beijo gay mostrado nas ruas ou na TV? Só uma coisa explica isso: homossexuais são tidos como imorais. Fosse apenas uma opinião, não me importaria, mas ela priva gays e lésbicas da igualdade civil.
O mundo agora se divide entre os que julgam a homossexualidade intrinsecamente imoral e os que pensam que moralidade independe de orientação sexual. E você, em que time está?
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