Encontrar meu ex-professor de espanhol substituto como modelo de camisetas e bermudas na loja virtual Sampa Bear foi uma surpresa divertida! :-) Dá-lhe, Guatón!

Sábado

Puxa, ontem foi um dia muito bom!!

Cancelei a conta sem problemas ou enrolações, depois na Caixa descobri que já posso amortizar minha dívida (de 258 prestações faltantes consigo, com o Fundo, baixar pra 90!) e depois ainda consegui fazer o tal exame. Canseira! E Ma com aquele ataque anti-j que quando vem é só isso o dia todo, ô saco... e gripe/resfriado! Nariz começou a pingar e a manha (ele é manhooooso quando tá dodói) pegou.

Sonhos desta noite, antes que eu me esqueça: 1) ele falando que se eu não quiser trepar com outros tudo bem mas que se o velho amigo Fernando vier ele vai transar com ele, sim! (ps.: não existe velho amigo Fernando na vida real) - fiquei triste pacas: vaidade. 2) Eu e Roger no EA fazendo compras quando vejo o Tim e o Marcos por lá também. Largo do Roger (que foi atrás da mãe) e vou cumprimentar - estão se abastecendo pra Parada e cheio de amigos ursos um mais bonitão que o outro e... no meio deles, o Gilberto (gerente de vendas da minha empresa)!! Ah, fui descoberto!! Mas ele nem dá bola porque pelo jeito gosta de sentar no croquete também.

Gay Day no Playcenter. Não fosse o resfri, até arrastava ele pra lá. Quem sabe uma sauna?? Muito cheia esses dias?

Quinta-feira

AAAAAAAAAAH!!!

SW III é MUITCHO BÃO!! Com som THX então... vixe!! As cadeiras tremiam! E o corpo também! Quase quebrei os dedinhos do Mauricio, que eu estava "acariciando", de tensão. Valeu a pena esperar. Show, show, show.

E por falar em show, de novo a p*rra da impressora parou. Amanhã é dia... mas eu não vou trabalhar e f*da-se - é minha folga merecida. Tenho mais o que fazer: cancelar a conta do Bradescocô, ver se meu contrato com a Caixa pode ter abatimento nas prestações, e exame de capacidade pulmonar. Busy day. Qualquer coisa, que os EUA e o Cérebro se virem!

E hoje foi/é o aniversário da Mamãe! Sei que merece um post a la Afonso, mas como ela nem sabe que este blog existe, meu carinho vai/foi ao vivo mesmo.

Que mais? Ah! Acho que vamos na Parada Gay. Minha/nossa primeira vez... será que o Tim e o Marcos estarão por lá? Será que os encontraremos no mundaréu de gente?? Será que vamos mesmo???

Quarta-feira
São Paulo alagada. Só consegui chegar até a Lapa e tive que voltar pra trás, a pé. Não vou pra lá nein fudeinnnndo. Homeworking (de cueca, meia e blusa de moleton - e só!).
Tô cansado demais.
Do por que eu não acredito no horóscopo

Um dia eu saio de casa correndo. Um baita trupicão na torneira do quintal faz uma unha do meu dedo ínfimo do pé direito desaparecer na vegetação. A mãe desconta da minha mesada o preço de uma torneira nova, pois a danificada passou a pingar excessivamente.

Amuado, ressentido, desunhado e choramingoso, vou ler o jornal daquele dia.

“Virgem: Você tropeçará na torneira do quintal, e perderá uma unha do pé direito. A torneira passará a pingar excessivamente e alguém da família exigirá restituição do objeto danificado. Boas notícias no amor!”.

Essa última previsão ele errou. Também não disse que levaria três meses pagando a torneira nova. E uma vida inteira de unha traumatizada. Por isso, acho que só os idiotas acreditam em horóscopos.
Às vezes eu acho que se ele fosse um pouquinho mais Afonso eu seria mais feliz. Será?
 
Mandei dois sms de "te amo". Ligou perguntando se estou carente, que foi que aconteceu... como se eu dizer "te amo" fosse estranho, raro. Raro e estranho é quando ele se manifesta, embora isso venha ficando mais freqüente com o passar dos anos (claro, no começo ele não fala porque não sentia...). Anyway, jogou um balde...
Terça-feira
- Oi! O CEASA fica pra que lado?
 
E assim eu conheci o Paulo. Ele trabalha no banco da GV e sabe muito bem onde fica o CEASA, mas deu a volta na rua e veio com essa pergunta pra, finalmente, falar comigo. Em outras palavras, fui cantado!
 
Ele no carro e eu no ponto, inocentemente achando que realmente ele não sabia pra que lado era o CEASA, até que ele me diz que me conhece do ônibus. Daí eu entendi. Não, não lembrei dele. E apesar de não ser um Bob Hoskins (na verdade, nada a ver com ele...) ou mesmo um Mauricio, ele não é feio. Disse que me observa há mais de ano, já. Puxa... se eu me visse na rua, não daria uma segunda olhada nunca. Mas que bom que tem quem goste! Disse que até desvia o caminho dele (mora no Horto) pra me ver no ponto. Puxa... vai ser gostoso assim lá em Pirituba (tô falando de mim, não dele). Mais um pra coleção, tenho que providenciar um daqueles carimbos...
 
Se vai rolar? Sou casado, gente... (isso responde?) E preguiçoso (isso responde!). Anyway, foi boa a massagem no ego. Não fosse o sono, eu talvez estivesse de pau duro. 
 
A boa de ontem é que vimos na tv uma bicicleta elétrica exatamente igual à que ele está montando: que dá força quando vc acelera e se recarrega quando vc pedala ou breca ou desce. A má de ontem é que ele ficou profundamente chateado porque acreditava estar montando uma novidade e que ganharia dinheiro lançando o projeto no mercado. Ai, tem horas que eu fico completamente perdido e impotente, sem saber como ajudar. Pelo menos o engenheiro das baterias ficou muito interessado no fato de ele ter cortado a Eletropaulo e até disse que vai usá-lo como referência e que vai ajudar no que puder pra ele se dar bem. Podia dar um emprego... Mas veremos. De resto, o tal Lulu Pedra depositou o dinheiro na minha conta (ufa!) e abaixei o valor mínimo da câmera no Mercado Livre: R$ 650. 
 
O Paulo? Pode ser um carinha que ficava olhando pra mim quando eu, a caminho de casa, lá pelas 18h, descia no Mercado. Ele pegava o mesmo ônibus, mas em sentido contrário. Faz sentido...
O dia de Jefferson

De Milly Lacombe.

Jefferson não sabia quem era seu pai. Até aí, tudo normal. Metade de seu colegas de também não sabiam e sequer pensavam nisso. Tinha mãe, que ele mal via porque ela trabalhava fora e só voltava muito tarde, quando Jefferson já estava dormindo. Mas tudo o que importava era acordar e sair pela rua, à cata de diversão.

E a grande diversão era, além de cheirar cola, pedir dinheiro nos sinais. Parecia tão simples. Aqueles carros enormes de vidros escuros, normalmente com uma pessoa dentro, vez ou outra abriam um teco da janela e deixavam uma nota de um real meio solta no ar. O pequenino Jefferson ficava na ponta do pé e a alcançava. Moleza.

Diante disso, quem preferiria ir para a escola perto de casa? Não ele, e certamente não seus colegas de sinal. Estudar para quê? Para virar office-boy como o irmão mais velho? Para ser isso não era preciso estudar, pensava o pequeno Jefferson. Para ser office-boy basta crescer e comprar uma moto. Enquanto isso, ia ficando pelos sinais da vida.

Mas um dia o pequeno Jefferson achou que não bastava se esticar todo para alcançar a nota. Ele queria ver quem eram essas pessoas dentro dos carros. Ele queria que abrissem o vidro, que o olhassem nos olhos. Por mais que batesse nas janelas escuras dos automóveis, não era atendido. Os motoristas continuavam imóveis, o pescoço nem se mexia, seus olhos inexpressivos fitavam um horizonte que não existia. Aquilo começou a deixar Jefferson cabreiro. Por que não olhavam para ele? Ele queria apenas um olhar, que diabo.

Diante da dificuldade de obter atenção, passou a não dar mais bola para o dinheiro. Quando ofereciam a ele uma nota pela fresta, recusava. Batia forte no vidro e dizia: “Olha pra mim, tio!”. Ao verbalizar o desejo, notou que as pessoas ficavam assustadas. Algumas chegavam ao ponto de avançar o sinal, semipanicadas.

O franzino Jefferson passou a se divertir com aquilo. Se eles não queriam olhar, então ele iria assustá-los. Era tão simples. Quanto mais novo, maior e mais escuro o carro, mais divertido. Ele recusava o dinheiro (quando lhe ofereciam algum), batia no vidro com força e gritava: “Olha pra mim! Olha pra mim!”.

Os amigos começaram a achar que Jefferson estava caducando. Corriam para pegar a nota que ele havia recusado e mandavam que ele parasse com aquilo. Que brincadeira boba. O que importava era pegar a grana. Que o motorista continuasse olhando pra puta que o pariu, contanto que desse um troco. Jefferson não dava bola e ia embora para casa com a certeza de que, no dia seguinte, faria tudo outra vez.

Mas um dia tudo mudaria. O carro se aproximou lentamente. O vidro não era escuro, o carro não era tão novo nem tão limpo. Jefferson arriscou a batida no vidro. Em poucos segundos, ele se abriu. Do lado de lá, uma menina bonita, cabelos claros, lisos, olhos de jaboticaba. Ela não ofereceu dinheiro, apenas olhou para ele e sorriu. Jefferson sorriu de volta. Assim ficaram até que o sinal abriu. E ela acelerou.

Jefferson não lembra de ter sentido nada parecido na vida. Estava invadido de felicidade. No olhar da moça bonita ele havia se reconhecido. No olhar da moça rica ele finalmente entendeu que existia.

Saltitando e assobiando, voltou para casa.

Segunda-feira

Minha nova câmera:

Minha velha câmera (ainda à venda...):

e sonhei que estávamos eu e ele deitados de lado, só a cabecinha entrando, e acabei melando as cuecas.

 

Domingo

Jururu o meu Chuchu. Por causa da morte da Jó. Até íamos ao enterro ou velório, mas ele decidiu que não queria essa lembrança. Então ficamos, mexendo nos no-breaks e depois passeio no shopping (abarrotaaaaaaado de gente, isso porque a maioria das lojas está fechada... me dá medo essa falta de opções que as pessoas se dão...). Anyway, jantamos e o levei pra casa. Foi muito gostoso, mais ainda ante a expectativa de um feriadão.

Amanhã começa a campanha pra vender minha câmera. Tomara que venda rápido, tô precisado. E também a campanha "Dude, where's my money?" exclusiva ao sr. Lulu Pedra que me pediu pra comprar o micro do leilão pra ele e ainda não depositou os R$ 1000 que me serão sumariamente descontados da folha de pagamento, dia 25. E em homenagem e respeito ao meu melhor amigo Alê, estou aderindo a uma terceira campanha, recém-lançada por um outro grande amigo, o Afonso:

Campanha "Eu respeito quem fuma."

Pois é,

Nessa época de fundamentalismo politicamente correto, resolvi lançar a campanha "Eu respeito quem fuma!". Algumas dicas:

1. Ao receber um fumante em sua casa, seja gentil. Ofereça a ele a sacada, a área. Diga que ele pode fumar ali tranqüilo. Lembre-se: enquanto você está confortável, ele está sofrendo por não poder fumar. E mesmo assim preza a sua companhia. Por que não retribuir?

2. Não trate fumantes como se fossem doentes. Lembre-se: eles têm um vício e não uma doença.

3. Seja solidário com os fumantes. Não os trate mal como se fossem pragas a serem exterminadas da face da Terra. Lembre-se: fumantes são seres humanos.

4. Tenha sempre um cinzeiro em casa. Não faça os fumantes passarem vergonha. Não os constranja. Lembre-se: ser fumante pode ser o único problema de um grande amigo seu. Vale à pena constrangê-lo?

5. Um cigarro leva, em média, cinco minutos para ser fumado. Será esse o tempo necessário para que você despreze um ser humano? Lembre-se: a vida deve ser maior que isso.

6. Com carinho e com jeitinho, fumantes podem passar horas sem fumar. E, nessas horas, podem beijar, falar e transar. Lembre-se: criatividade tira qualquer cheiro.

7. Se você é ex-fumante, seja original: não reclame dos fumantes. Lembre-se: um dia você poderá voltar a ser um.

8. Nunca, mas nunca mesmo, subestime a inteligência de um fumante dizendo a ele que o cigarro faz mal. Lembre-se: ele sabe disso melhor do que você, que não fuma.

9. Acima de tudo, não critique, ajude. Lembre-se: pode sair da sua boca a frase que poderá fazer de um fumante um ex-fumante.

10. VETADO. (art. 8º do
Código do Chato).

Vamos parar com essa guerra contra os fumantes. Nós sabemos respeitar quem não fuma. Temos apenas um vício difícil de largar, não temos uma doença contagiante. Seja solidário, adote e divulgue o selo: "eu respeito quem fuma!" (só falta alguém fazer o selo pra mim, rsrsrsr).

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BRASIL, Homem, de 26 a 35 anos, gay, sem grilos. Deveria ter?!
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