Agora sim eu pareço um blog de respeito:

05 May, Thu, 15:30:44     Google:  "moral na sociedade"  
05 May, Thu, 15:41:03     Google:  conceitos abstratos  
05 May, Thu, 20:44:17     Google:  o que sao diodos  
Sexta-feira
Tá, tá, tá.
 
Poderia dar uma blaséada e dizer que não estou assim me importando tanto com a estréia do Episódio III. Mas a quem estaria enganando?? Star Wars rules, man!!! Vamo já pra fila, iu-hu!!! :-)
 
Peripécias de ontem: ida às Casas Bahia pra comprar um tanquinho em 12 prestações sem juros! A que ponto chegamos... Mas se é pelo bem do Meu Chuchu, tá valendo! E ele ficou feliz... o que quer dizer que este fim-de-semana vou poder "exigir" que ele use o seu lightsaber, hehehe!! - Lord Vader? - Yes, Master! - Riiiiiise!!! :-)
 
Depois das baianas, fui pegar o resultado do meu exame de sangue. Tem umas gorobas lá que eu não sei o que são - parece que li que são os anticorpos que aparecem quando a gente tem uma crise. Já de DSTs estou livre. Ufa! Não que eu me comporte mal, but you never know.
 
Ninguém me perguntou, ninguém quer saber, mas eu respondo mesmo assim:
 
 
1. Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?
Só conheço Fahrenheit 9/11 - e em filme. Que raio de 451 é esse?
Ser um livro? Ser? Não "ler"? Hmmm... se é pra ser, quero ser o "Os Doze Trabalhos de Hércules", do Monteiro Lobato. Grécia antiga + Emília é tudo que eu queria...
 
2. Já alguma vez ficaste apanhadinho(a) por um personagem de ficção?
Que quer dizer "apanhadinho"? Apaixonado? Se sim, só pelo Galileu (Jesus, o tal do cristo) da neverending collection Operação Cavalo de Tróia, do J. J. Benítez. Isso porque imaginei o cara baseando-me em uma pessoa real, muito bonita, apenas mudando cor dos olhos e cabelos. Ficou um tesão! Agora... se estamos falando de um "apanhado" no sentido de gostar da história, foram inúmeros realmente. Talvez eu possa citar o Merlin da trilogia escrita pela Mary Stewart (A Caverna de Cristal, As Colinas Ocas e O Último Encantamento).
 
3. Qual foi o último livro que compraste?
Acho que foi O Código Da Vinci, do Dan Brown.
 
4. Qual o último livro que leste?
Acho que foi o mesmo O Código Da Vinci. Bem escritozinho, o foda é que o grande segredo do livro eu já conhecia há anos, por ter lido o tal outro livro que ele menciona lá e que já falava dessa história de "sang real". Quebrou o barato.
 
5. Que livro estás a ler?
Xi, nenhum. Mas o bom é que tenho um montão de não lidos pra começar (como o Angus - Livro I - serão 7 no total -, do Orlando Paes Filho) e terminar (como o Midnight's Children, do Salman Rushdie - que comprei em 2000 lá em Ohio...!).
6. Que livros (5) levarias para uma ilha deserta?
Vou fazer que nem o Afonso e escolher por obras/autores:
 
a) os do Tolkien, claro. Li em 2001, antes dos filmes, por indicação de um amigo dinamarquês. Não conhecia e me surpreendi com a quantidade de fãs e sites relacionados que encontrei ao fazer busca sobre ele, e com toda a expectativa em torno dos vindouros filmes.
 
b) a Trilogia de Merlin, da Mary Stewart. Gosto de reler a cada tantos anos. Muito bons.
 
c) toda a coleção do Pica-Pau Amarelo do Monteiro Lobato. Fui vidrado neles quando criança (ê, Círculo do Livro...), li cada um umas 3-4 vezes (até que o próximo volume chegasse). Não os tenho mais - doei - mas deve ser divertido reler os 12 volumes...
 
d) todos os do Asimov, dos quais eu ainda não li nenhum! (Aaaaargh, como não??? Infiél! Nerd paraguaio!!!)
 
e) todos os do Saramago, por conta apenas do Evangelho Segundo Jesus Cristo (sensacional). Ok, ok... Ensaio Sobre a Cegueira também gostei. Falta ler os demais.
 
7. A quem vais passar este testemunho (três pessoas) e por quê?
Não vou passar pra ninguém, tá besta? Esse negócio de corrente é contra os meus princípios religiosos (Sou um Cavaleiro Jedi, devoto de Superman). Cabe dizer, entretanto, que já li Paulo Coelho (gostei muito de Brida, por não falar DELE como personagem), Amyr Klink (Cem Dias entre Céu e Mar é show!!), Coleção Vaga-Lume, Zibia Gasparetto e tantos outros que não causam admiração nos círculos intelectuais, mas que são gostosos pacas. Filme iraniano sucks! Star Wars rules!!!!!
 

Magoei. Apareço em 2o. na lista!

04 May, Wed, 13:45:11     Google:  sites malucos  

Vixe!!!

Hoje meu arroz é verde!

Uau!! Hoje é dia 05/05/05. Isso é igual a... 15.

9. Avançou com confiança em direcção aos seus sonhos. Nem muito depressa nem muito devagar. Um avançar feito de avanços mas também de recuos e de pausas. Com confiança mas não sem dúvidas. Sempre mais além na direcção da linha do horizonte, onde os sonhos vivem, a confiança em si mesmo e nos sonhos alimentando um movimento perpétuo. Avançou, avança ainda e há-de avançar, sempre em direcção aos seus sonhos. Os sonhos, esses, estão-se nas tintas.

Maricatú.1: Porta aberta, cócegas por redor do cotovelo. Me viro. Pernilongo. Palmas para ele: paft! Morreu afogado, dentro do copo com a água que vai esquentar a comida via marmita elétrica.

Quinta-feira
Buongiono, come stai? L'aria fresca del mattino ti fa sentire un bambino, o no? 
 
Saluto il mio vicino. Io ancora non so dov'è che è il mio posto, dove sono domani. Io se muoio voglio andare in cielo dove trovi tutto senza pagare niente ma non so se sono stato buono, bisognerebbe chiederlo alla gente poi chissà che cosa dice San Pietro quando mi vede e se mi prende dentro io comunque a Dio?
 
Dove vai, anima? Tra poco dormo, sei libera. Schiva ogni angolo di questo albergo così squallido, lascia i pensieri torbidi, mettili là giù sopra quei mobili, vai dove gli angeli fanno il coro. Vola lassù in alto ed addormentati con loro.
 
Non so dov'è il mio posto...
 
Amore, amore, amore... Raggio di sole sul mio petto! Entra dentro, scaldami il cuore e il mio letto.
 
Sono un disgraziato,una merda sopra un prato! Che cosa c'è, che cos'è che mi ha deluso? Che mi ha come dimezzato? Prima assai considerato ma poi subito scartato, soprattutto da me. All'inizio era la noia, poi è scoppiata la caldaia, hai capito perché: è che sono solo al mondo e mi smonto e mi rimonto, senza un perché...
 
Senza di te io non son niente, sai? Invece con te non perdo mai e proverò con il coraggio che non ho, ma che mi dai, che troverò di dirti che sbagliavo ad umiliarti per sentirmi un po' più su.
 
Voglio sapere chi sarò io e che uomo, che animale, la prossima vita sarò. Quanti campanelli per trovarti dovrò suonare. Ti ho visto nascere domani. Vorrei conoscere le tue mani. Tempo, dammi il tempo d’imparare e il sole per potermi asciugare. Un cielo nuvoloso dove venirti a cercare, una nuvola per nascondermi e una nuova bocca per poterti baciare. La prua della barca taglia in due il mare ma il mare si riunisce e rimane sempre uguale. E tudo que eu queria dizer é que ainda te amo, que meu tênis Reebok abriu o bico e que ontem fui dormir cedo. Sonhei que cantava Phil Collins.
 
Forse tu sai dove si va e qual è la strada, qual’è la stella. Forse tu sai come si fa a prendere il volo.
Art. 43, §2º do CDC (Código de Defesa do Consumidor): O consumidor deve ser comunicado por escrito de que seu nome ou dados a seu respeito serão incluídos em cadastro (ex.: SPC, Serasa).
 
Art. 71 do CDC:  Utilizar, na cobrança de dívidas, de ameaça, coação, constrangimento físico ou moral, afirmações falsas, incorretas ou enganosas ou de qualquer outro procedimento que exponha o consumidor, injustificadamente, a ridículo ou interfira em seu trabalho, descanso ou lazer: Pena – Detenção de três meses a um ano e multa.

Horóscopo Xamânico

Eu:

LOBO
De 21/02 a 20/03 - A Lua dos Grandes Ventos

O lobo é gracioso, tem iniciativa, e ama a liberdade. Pessoas Lobo são geralmente muito confiáveis, generosas e com sentimentos profundos pelos seus amados. Seu objetivo máximo é encontrar a cultivar o amor em suas vidas. A qualidade do Lobo é a compaixão, e por causa disso é uma pessoa sensível, intuitiva e muito criativa. Sempre pronto a acudir quem precisa de ajuda, no fundo, o que o Lobo deseja é que respeitem seu espaço vital e sua liberdade de movimentos. É muito afetado pelos atos e palavras dos outros, e é com freqüência tímido. É porém sincero, reflexivo e digno de confiança. No amor é carinhoso, romântico e possessivo.

Combina com o Pica-Pau, o Urso Pardo e a Serpente

Deve cultivar: Intuição, criatividade e compreensão.
Planta: Tanchagem
Mineral: Jade
Cor: Azul Esverdeado
Direção: Nordeste
Medicina do Lobo: É a capacidade de atuar de acordo com a intuição e os instintos mais do que com o intelecto.

Ele

URSO PARDO
De 21/08 a 20/09 - A Lua da Colheita

O Urso Pardo é perseverante, muito independente e prático. Sabe ser considerado e deseja ser perfeito. Por este motivo, tende a criticar muito a si mesmo e aos demais. Este pode ser seu pior defeito. Mas também é capaz de trabalhar duro e conseguir tudo o que deseja no plano material. Não gosta de mudanças e prefere o certo ao duvidoso. É bondoso e leal e sabe solucionar pequenos problemas da vida cotidiana. No amor é moralista e um tanto reprimido. Analisa demais as relações e por isso perde um pouco da naturalidade.

Combina bem com Ganso e Lontra

Deve cultivar: Otimismo e tolerância
Deve evitar: Ceticismo e crítica excessiva
Planta: Violeta
Mineral: Topázio
Cor: Marrom e Violeta
Direção: Sudoeste
Medicina do Urso Pardo: A capacidade de resposta, eficiência no trabalho, segurança em tempos de necessidade, e o poder para recobrar a força interior.

 

 

Quarta-feira
I saw it coming.
 
When I starting going to bed late (after 11pm) on Sunday, then again on Monday, I knew I would be oh so tired on Tuesday. And that was so. But still I wanted to see him. And even more when he told me he had an upsetting day. What happens goes next, now in our Mother Language, so that everyone is aware:
 
Alguém aí já tentou cancelar algum serviço ou contrato ultimamente? Telefônica, Sabesp, Eletropaulo, iG, Terra... qualquer um? Então já sabem que estamos FODIDOS com esses fornecedores todos. É um infeeeeeerno qualquer pedido de cancelamento, são hooooooras ao telefone, sendo jogado de um canto pra outro, e uma enxurraaaaaaaada de encheção de saco nas tentativas de te convencer a não cancelar. E existem novas armas contra nós: você cancela tudo bonitinho, chega o mês seguinte e lá vem uma nova conta como se nada tivesse acontecido, daí alegam que não, não tem nenhum pedido de corte no sistema, coisa e tal. Isso sem falar quando o problema é de cobrança de valor indevido - agora além de negar, os atendentes parecem terem sido instruídos a ameaçar a constranger o usuário. Digo instruídos porque o fenômeno tem ocorrido com qualquer fornecedor. E o pior de tudo: ANATEL e ANEEL, pra citar apenas duas, te tratam absolutamente da mesma maneira arrogante e contrária a seus interesses. Ombudsman? Bela piada.
 
Mas isso tem um nome: monopólio. O grande mal do mundo, a nova forma de escravizar as pessoas (que ainda pagam por isso). E que merda está fazendo aquele barbudo que não acaba de vez com todas as taxas mínimas de cobrança? E que merda está fazendo essa nossa sociedade de ovelhas, que não reclama (por vergonha, preguiça, sei lá)? Será porque a maioria acaba sacaneando (o próximo e o governo) de alguma outra maneira, a ponto de que o ditado "ladrão (governo/prestadoras) que rouba ladrão (cidadão) tem cem anos de perdão" seja válido? Porque - e me perdoem se eu estiver generalizando demais - as únicas pessoas que eu vejo reclamar, correr atrás, são as que não têm o rabo preso. E essas são muito poucas.
 
E uma banana pro tal do IDEC também, do qual sou associado mas demora anos pra responder qualquer consulta. Porra!
 
Uma dica: ao falar com qualquer fornecedor, anote absolutamente tudo! Nomes, horários, exija números de protocolo e se possível até mesmo grave a conversa (é obrigatório você avisar que está gravando para ter valor legal). Porque tá foda, mano...
 
Now back to our normal show: yesterday, as I was saying, I went to see him. We had some "quindim" together at EA, where he told me his sad story with Eletropaulo and iG. Next we went to a pet shop to buy food for the dogs, but it was closed already. Then we headed to EJ, where we finally bought it and had some piece of nice chat with a very friendly and humorous cashier. Back to his home, he showed me the Elicleta project on its current stage. Man, I'm in love with the AERO bike wheel... Well, the result of it all: to bed after midnight.
 
Conselho 6  – Seja humilde.

“Sendo humilde pensarei melhor?” Sim, meu amiguinho!

Suas opiniões podem mudar, e se você foi humilde quando as colocou no mundo poderá mudá-las sem grandes traumas para você e para suas outras idéias.

Os fatos podem mudar a seu favor, e suas idéias poderão receber a popularidade que antes não recebiam. Se a humildade estiver em seus pensamentos, a atenção tão sonhada não fará o sucesso lhe subir na cabeça. E isto é ótimo pra continuar pensando direito.

Por outro lado, os fatos podem mudar contra você. E se você for humilde, também será flexível pra mudar de acordo com a nova realidade. O que é ótimo. Ruim é, por arrogância, ficar sentado numa idéia que não tem mais valor algum.

E ainda tem o torpe dogmatismo. Atitude de quem pensa que é a verdade é um bem durável cuja posse pertence a ela, que a descobriu durante noites insones na estalagem da razão mais seca da estrada. Baita erro. Alguém, uma hora ou outra, vai encontrar um pensamento muito melhor que o seu. Mas muito, muito mesmo... No futuro, as estalagens da razão serão muito mais secas que as de hoje, e se você for humilde, não ficará bravinho e cheio de ressentimentos quando isto acontecer. E vai acontecer.

Só não sei quando, nem como, ou onde... Fato é que o espírito humano vive se superando, portanto, trate de superar as burrices de hoje. E não fique nervosinho quando for superado pela inteligência de amanhã. Isso acontece.
E vim de carona com o Rafael-Daniel!
Terça-feira

Sonhei com o André, dei um alô pro Tim, e mais nada demais.

Conselho 5 – Pense!

Falar é fácil... mas pensar não é nenhum bicho de sete cabeças. Basta conhecer a técnica. E como se faz isto? Com Sócrates!

Todo homem é mortal
Ora, Sócrates é homem.
Logo Sócrates é mortal

Pobre Sócrates. Faz muito tempo que ele sofre em todo tipo de silogismo (isso aí de cima). A explicação é fácil e você nem precisa torturar Sócrates no futuro. Veja que a primeira frase expoe um juízo universal, que se aplica a todo mundo. A segunda frase particulariza a questão. Não se trata mais de todo mundo, mas sim do gasto Sócrates. E assim, se Sócrates é homem, logo ele também é mortal. Parte-se duma idéia geral para uma afirmação particular, que é problema do Sócrates. Isso se chama dedução. Deduzimos do que é maior até o que nos interessa, o menor, e disto tiramos uma conclusão. Mas não funciona sempre.

Então podemos fazer o contrário. Esqueçamos o coitado do Sócrates e usaremos a infame Indução.

Saio com uma moça, ela me larga falando sozinho pra entrar numa loja de roupas. Desisto dessa escrota e resolvo sair com a amiga dela, que também faz a mesma coisa na mesma loja. Baranga... Tempos depois, conheço uma guria que me parece diferente de todas as outras, estou apaixonado e vamos no shopping comprar alianças. Ó, o amor é lindo. Passamos pela loja de roupas que já me tirou duas moças, e pimba. A terceira entra lá e não sai mais.

Disto concluo: toda mulher é igual. E isto é uma indução, meu caro coleguinha. (Indução é o que eu pensei, não o que acontece com as moças na loja peçonhenta). De três amostras de comportamento, eu retiro uma lei que vale para todas as fêmeas deste planeta. Indução, portanto, é partir do pequeno, do particular, e concluir algo que vale pra todos, o universal.

Outras dicas fáceis:

Procurar o beneficiado... tu entras numa intriga desgraçada e não sabe quem mais faz o que nem por quê... Deduções e induções podem ajudar, mas só sabendo a quem interessa toda a situação que poderemos descobrir alguma coisa.

Não existe uma única resposta certa... Ensinam na escola, mas está errado. Aliás, a escola faz um desserviço ao bem pensar, pois um problema pode ter várias respostas corretas.

O nó gordio... Quando tudo indica que uma problema parece impossível de ser resolvido, talvez ela seja impossível de resolver. Pegue uma marreta e destrua o problema. E se um gênio resolver o problema, imite. Desde que isto seja o mais prático a ser feito.

Leia... Tudo nesta vida tem um manual de instruções. De como trocar a bomba da caixa d´água até como se livrar de um processo por homícidio duplamente qualificado. Caso não seja possível, contrate alguém competente.

Pessoas competentes custam caro. Raramente o mais barato fará um bom trabalho. Quando isto acontece, o sujeito ainda não percebeu que é o melhor. Aproveite enquanto ele ainda está ingênuo.

Pesquise... saia com milhares de moças e passe com todas na frente da mesma loja. Anote os resultados com precisão e depois tire suas conclusões. É possível que alguma escape (cegas, dependentes de cadeiras de rodas que você empurra, a ex-dona da loja ou mesmo uma fálida cheia de promissórias no lugar em questão).

Seja criativo... a resposta comum pode estar completamente obsoleta. Mas só saberemos disto quando surgir uma resposta mais eficaz e criativa... E se não foi você o responsável por esta resposta melhor, não adianta reclamar. Isto é coisa que os burros fazem.

Não se esqueça de pequenos detalhes... Napoleão, quando invadiu a Rússia, esqueceu-se de um detalhe bobo: o inverno russo... Hitler esqueceu-se de dois detalhes bobos... Primeiro, Napoleão já tinha se ferrado quando invadiu a Rússia. E segundo, que ele estava fazendo a mesma burrada...

E desconfie. Inclusive disto tudo que aconselhei.

E cancelei o Terra! Finalmente... Pra que eu pagava aquilo se há anos não uso? Deus...

Chegou!!!

It's for real!

Ah! E comprei banco de "bundão" pra minha bicicleta: daqueles que é mais largo e tem mola embaixo. Fofo!
Segunda-feira
Então...
 
Eu fui ao HC passar no pneumo, que era um japonêis novinho e meio esquisito, mas que pelo menos pediu um monte de exames ao invés de usar o adivinhômetro. Gostei. De lá, fui pro Anhembi pra tal feira de elétrica. Infelizmente não fui boa companhia no sentido de fazer qualquer idéia do que são diodos e transistores, mas pelo menos teve a tapioca. O chato (não o Afonso) foi constatar que realmente ninguém tá interessado em melhorar o planeta: de todo o espaço ocupado pela feira, só havia 1 (um) stand minúsculo dedicado a energia limpa: no caso, eólica. Nada de placas solares, nem na Siemens, nem Shell (que nem stand tinha). São os caras dominando o mercado, colocando o preço lá em cima, pra ninguém usar. Ou o velho básico do ser humano (mau): prefere consumir os recursos até a última gota antes de usar alternativas (que já existem).
 
Sabadão teve cinema: assistimos ao "Kinsey". Sensacional, muito bom mesmo. Ruim, só o shopping Pátio Higienópolis, um dos terrenos mais caros da cidade com um estacionamento que é a coisa mais medonha que eu já vi: mal-acabado, escuro, feio, parece obra em andamento (e não é). Sem falar que os freqüentadores têm um astral... deixa pra lá. (*)
 
Domingo teve um ligeiro parque pra pegar a roda da Elicleta (ficou linda) depois minha casa tentar arrumar a minha bike (não deu - precisa levar na assistência) e depois West Plaza. Bem mais gostoso de freqüentar (e lotado, apesar de quase todas as lojas fechadas). Ainda teve caça à Estação Espacial com a luneta - só que a danada fugiu antes que montássemoss o equipamento. (*)
 
O homem é mau por natureza. Assim pensa (e expõe muito bem) meu já querido amigo Afonso. Tenho ainda que falar com mais propriedade sobre isso, mas ele tocou num ponto que norteia o que eu penso a respeito: a propriedade. Pra mim, o ser humano criado livre de moral, educação, cultura, o ser humano em estado bruto, não é mais destrutivo que qualquer outra espécie. Se preocupa apenas em sobreviver: comer, se esquentar, e tal. Mas daí vieram as pererecas que dizem ni. E que querem os melhores maridos. Foi então que, ao invés de mostrar músculos e beleza, o infeliz do peru magrelo e feio que queria trepar inventou a propriedade. Eu tenho, então eu sou melhor que o outro que não tem, ainda que ele seja mais forte, mais bonito. Inventou-se um meio de burlar os atributos naturais de cada um. Trocou-se a moeda. Claro que a culpa não é só da Eva. Afinal ela tem o direito (e o dever) de buscar o melhor pai pra sua cria. O problema são os valores que os mais fracos (e sacanas) foram ardilosamente enfiando na cabecinha das pessoas. Enquanto não posso negar o valor da inteligência (ou esperteza) destes, devo apontar a mediocridade dos demais, que permitiram e ainda dão valor a essa troca. Contudo, fugi do assunto: a natureza humana é má? Talvez, visto que esse grau de inteligência é natural do homem e foi com ele que o magrelo se deu bem. Mas se a consideração do que é "natureza" for a de apenas aquilo que "está aí" independente da ação humana (ou de qualquer outra espécíe), então não. Só que com essa retórica sobre o que é "natureza" eu talvez esteja fugindo da questão. Ou não, já que a premissa seria o homem desprovido de "educação" e, portanto, de conceitos pré-concebidos por outrem. Neste ponto da conversa, já estou perdidangas e portanto vou parando por aqui, me fiando no Nemo pra ver se aprendo a pensar direito.
 
Conselho 4 – Cuidado com as Nuvens

Vejo o cavalo, mas não vejo a cavalidade. Alguém viu a globalização pastando por aí? E o neoliberalismo, será que fugiu? Outro dia eu vi a sociedade de consumo pendurada numa árvore. A árvore da liberdade.

Cuidado com a cavalidade. Tenha bastante prudência antes de usar estas palavras que todo mundo fala mas ninguém consegue explicar direito. De um modo geral, elas não existem, e só servem pra preencher lacunas em raciocínios meio tortos. Também servem pra dar impressão que estamos lidando com algo muitíssimo abstrato e intelectualmente desafiador, mas que não passam de nuvens: parecem sólidas, mas é tudo vapor...

A razão destas sábias palavras seria a de expressar conceitos a partir de alguns dados concretos facilmente identificáveis, mas sem unidade entre eles. Por exemplo. Antigüidade... seria a qualidade daquilo que está obsoleto, velho, não serve mais. Dentro da antigüidade podemos enfiar todo tipo de cacareco agora inútil, como charretes, escarradeiras, poster do Status Quo, filosofia escolástica, pirulitos Dip'n Lik, programa da Hebe, campeonatos de Cha Cha Cha, etc.

Mas campeonatos de Cha Cha Cha também cabem dentro da “musicalidade”, qualidade de tudo aquilo que é musical... E tambem da “competitividade” qualidade de tudo aquilo que é competição... E mais a latinidade, qualidade de tudo aquilo que é latino...

Observe que podemos usar vários conceitos abstratos a partir de uma coisa concreta (o campeonato de Cha Cha Cha). Nisto não há problema algum. Tudo ótimo. O problema surge quando explicamos conceitos abstratos com outros conceitos abstratos (deus, globalização, felicidade, o conceito de moral na sociedade capitalista, etc). E assim por diante, criando um blá blá blá que raramente define alguma coisa, mas é um delicioso exercício de montar e desmontar juízos. Feito Lego, pode-se fazer o que quiser com aqueles bloquinhos de plástico.

Não digo que você deve virar um nominalista radical (doutrina que acredita que tudo é blá blá blá e é melhor ficar quieto), mas é preciso ter cuidado com discursos sedutores, principalmente de supostos pensadores nacionais, sujeitos caetanos e muito velhosos, cuja prosa cheia de musicalidades, e o verso de latinidades, de antropofagia da competitividade demonstram a riqueza da baianidade numa sociedade porque eu fui perseguido pela ditadura!, ou não.

Assim, este conselho pede-lhe para ver o Caetano, mas não veja a velhosidade. Não se perca em nuvens filosóficas, científicas, religiosas, ideológicas, palavrógicas, etc... Tudo que é inteligente também é simples. Senteças obscuras são nuvens de fumaça: servem pra despistar durante uma perseguição.
 
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