Já vai tarde.
Sexta-feira
Vende-se computador:
Pentium 4 - 3.4GHz HT (HyperThreading - 30% mais rápido) - 512MB de RAM (DDR2 - a mais rápida) - 80GB de disco, 7200 RPM Serial ATA (última tecnologia - transferência 30-50% mais veloz) - 256MB de Vídeo (nVidia FX5200) - gravador de DVD e CD (num único drive) - CD player- Placa de captura de TV + FM - tudo offboard - gabinete preto com leds azuis - teclado - mouse ótico - ainda com 9 meses de garantia. Acompanha manuais e softwares originais. Um avião, ainda topo de linha. Valor de mercado: R$ 4400. Preço promocional: R$ 3700.
Monitor de 17 polegadas, usado mas funcionando perfeitamente: R$ 200.
Alguém se habilita?
Comprei (Amazon):

Comprei (por aqui mesmo):

Já tinha, mas por causa de uma música que o nacional não tem, também comprei (Amazon) e recomendo:

Voltei a ouvir, na onda italiana que me invade, e também recomendo (muito!):

Assisti esta noite com o Bichinho (muito melhor ir no shopping durante a semana!) e adoramos:

Olhe para o céu! 2006. Estou doido pra assistir:

Viver vicia. Desde o primeiro dia. Por isso é tão difícil largar um vício, um sacrifício, quase como morrer: todo vício dá prazer. Da clássica jogatina, do álcool à cocaína, do chocolate ao chiclete, da tubaína ao Grapette: tudo que se repete, com ganas de compulsão, é vício sem solução.
Vício a gente não larga como se tomba uma carga no meio da rodovia: vício se negocia. Na compasso do todavia, na base da troca, do escambo, na ginga do senão-eu-sambo. Do que mata mais, pra menos; os grandes pelos pequenos, bezerro em lugar da vaca, o louco pelo babaca, a pistola pela faca. Um ano por alguns meses. O sempre, por só às vezes.
Cada um deveria ter direito a um talento por defeito, a um vício por virtude. Um ócio pra cada atitude. E pra manter a saúde, um desejo manifesto: uma preguiça por gesto. Mas não, o mundo condena como se fosse obscena cada delícia carnal. Só pode no carnaval, depois, é tudo imoral. Depois, o mundo te nega. Depois, a polícia te pega.
Viver sem vício qualquer, nem sexo, homem, mulher, roer unha, ver novela, raspar fundo de panela, riscar fósforo, pingar vela, seria um porre geral. Viver, é um vício ilegal.
(Fui fazer uma crônica e assim, na lata, saiu poesia barata, logo no dia da blônica.
- Garçon, suspende a batata e me traz um outro gin tônica!)
Viver dói. A impotência dói. Vícios dóem.
Quinta-feira
Nada meu pra contar. Então, com a devida permissão e crédito ao "chato" do Afonso, coloco aqui um texto definitivo. Mais que um texto, uma reflexão extremamente sensata. Oxalá eu consiga ser mais "presente", principalmente em relação a falar o que estou sentindo, na hora em que eu estiver sentindo. Faz falta pra ele...
Se eu morrer amanhã...
Pois é,
Se eu morrer amanhã... não, não é plágio, é só aproveitar o gancho. Se eu morrer amanhã, o que levo daqui?
O que leva da vida uma pessoa que há dez anos esqueceu da vida por causa do Alzheimer? Um artigo, da edição de março da Scientic American, relata os estudos realizados no sentido de explicar como a memória recente é transformada em memória permanente. Permanente enquanto estamos vivos, claro. A memória recente depende da "qualidade" das conexões realizadas no cérebro. A permanente, por outro lado, e é a isso que o artigo aponta, depende da atuação de certos genes. Mortos os genes, morta a memória?
Nunca aceitei de bom grado as explicações religiosas para o "pós vida", embora respeite quem tenha fé e as aceite. Por vezes até me pego pensando: não seria mais fácil simplesmente ter fé e parar de pensar no assunto? Vai fazer alguma diferença?
O problema é que há um momento, na vida, em que a morte se instala. Não a do corpo. A idéia. Da morte do corpo já estive próximo, quando quase morri afogado fazendo rafting nas corredeiras de Três Coroas. Algo como três minutos debaixo d'água, em meio ao turbilhão do ponto de vazão da barragem (detalhe irônico da história: foi filmado por um colega deficiente visual. Tenho o filme, por isso sei o tempo). Quando a gente escapa da morte do corpo, quase tudo volta ao normal. Após a idéia, nunca mais se é o mesmo.
Com a idéia se instala, definitivamente, a noção de finitude. E isso pode fazer mal, dependendo do nível de apego à vida que temos nesse momento. A humanidade vive da infinitude. As múmias, os super-homens, os highlanders, a herança e toda filosofia, religião e ciência buscam fazer do homem um ser infinito. Quando bem recebida, no entanto, a finitude é algo que melhora em muito a nossa vida. A compreensão da finitude nos remete aos limites do tempo e do espaço. Ao descobrir que o espaço é finito, que tem limites, percebemos que em algum lugar deve existir o equilíbrio. O lugar eqüidistante de todos os possíveis espaços pelos quais simplesmente somos. Quando percebemos que o tempo é finito, descobrimos o presente. E paramos de viver do passado e do futuro. O "agora" assume sua verdadeira dimensão: a de ser o único tempo que existe.
Que importância tem isso? Infelizmente, para muita gente nenhuma. Para outros, significa a diferença entre o dizer e o não dizer; entre o fazer e o não fazer. Significa, para quem não diz ou não faz, o arrependimento. E o arrepender-se é viver no passado. E o passado é o lugar do não dito e do não feito; e que acaba por virar futuro, pelo desejo de apagar a memória permanente.
O presente é de quem diz e de quem faz. É de quem sabe da finitude que a idéia traz. É de quem não ocupa o espaço dos outros; principalmente o espaço do ser, que é a pior espécie de ocupação. O passado é a ocupação do ser que causa as separações, que deprime. O futuro é a ocupação do ser que destrói, aniquila.
Se eu morrer amanhã, o que levo daqui? Poderei levar o equilíbrio e o presente. Caso contrário, levo o passado perdido na memória e toda ausência de futuro.
Coisa estranha:
| 26 Mar, Sat, 15:20:54 |
Google: historia da roupa gg e extra gg |
| 26 Mar, Sat, 18:13:14 |
Google: de crianças chupando o dedo |
| 29 Mar, Tue, 12:12:20 |
Google: cama de casal do japão |
Coisa estranha:
Meu primo está com câncer de mama (!?)
Quarta-feira
Vamos celebrar a estupidez humana
A estupidez de todas as nações
O meu país e sua corja de assassinos
Covardes, estrupadores e ladrões
Ontem por conta de ter folgado, acordei pra lá de dez e meia. Menos do que eu queria, mas deu pra compensar um pouco as horas perdidas. Daí veio a bicicleta, coisa de que já falei ontem mesmo.
Vamos celebrar a estupidez do povo
Nossa polícia e televisão
Vamos celebrar nosso governo
E nosso Estado, que não é nação
Celebrar a juventude sem escolas
As crianças mortas
Celebrar nossa desunião
Ela, a bicicleta, ficou lindona, com espelhinho retrovisor, buzina, refletores e tudo mais. Até pezinho os caras colocaram. Disseram que é uma ótima "bike", apesar de "barata". Hein?! I beg your pardon?! R$ 780 é barato onde, na Bélgica??? Pois é, tem bicicletas equivalentes da Caloi que não saem por menos de R$ 2.000, é mole?
Vamos celebrar Eros e Thanatos
Persephone e Hades
Vamos celebrar nossa tristeza
Vamos celebrar nossa vaidade
Ah! Comprei "bagageiro de bicicleta" também. Como é que se chama essa p*rra? "Bicicleteiro"? Anyway, assim que a Irmã chegou desci na garagem pra ajudar a trazer a bichona (a bicicleta, não a Irmã e muito menos esse que vos fala). Não resisti e fiquei dando voltinhas com ela ali mesmo no subsolo. Preciso re-aprender a dirigir esse troço...
Vamos comemorar como idiotas
A cada fevereiro e feriado
Todos os mortos nas estradas
Os mortos por falta de hospitais
Vamos celebrar nossa justiça
A ganância e a difamação
Vamos celebrar os preconceitos
O voto dos analfabetos
Comemorar a água podre
E todos os impostos
Queimadas, mentiras e sequestros
É que esse tal de aro 26 é muito grandão. Minha última bicicleta foi uma Monark... Ah, saudade... Aquela amarela e preta que parecia uma moto e tinha um banco comprido, macio... e freio no pedal. Adorava aquela pesadona... Infelizmente Google Imagens não achou foto dela.
Nosso castelo de cartas marcadas
O trabalho escravo
Nosso pequeno universo
Toda a hipocrisia e toda a afetação
Todo roubo e toda a indiferença
Vamos celebrar epidemias:
É a festa da torcida campeã
Vamos celebrar a fome
Não ter a quem ouvir
Não se ter a quem amar
Bom, na Sabesp não deu nada além de briga. Vocês sabiam que qualquer um pode pedir uma ligação de água (nova) pra qualquer endereço sem precisar comprovar que mora no local? Acho que tem a ver com o direito de todo mundo ter água. Já pra cancelar o fornecimento, é toda uma burocracia sem par.
Vamos alimentar o que é maldade
Vamos machucar um coração
Já com a eletropaulo é mais fácil, por telefone mesmo se resolve. Eletricidade também é um direito, mas tudo que eles pedem é que se assine um termo de responsabilidade quando da desativação do serviço.
Vamos celebrar nossa bandeira
Nosso passado de absurdos gloriosos
Tudo que é gratuito e feio
Tudo o que é normal
Vamos cantar juntos o Hino Nacional
A lágrima é verdadeira
Vamos celebrar nossa saudade
E comemorar a nossa solidão
Como a casa não está no nome de ninguém (inventário depois que os pais morreram nunca foi terminado) a conta não vem em nome de ninguém). E eles exigem comprovação de propriedade do terreno pra desligar. Um comprovante de residência não serve. Tem que ser IPTU (que vem em nome da imobiliária, que já não existe mais).
Vamos festejar a inveja
A intolerância e a incompreensão
Vamos festejar a violência
A solução para o problema? Não sabemos. Sem envolver advogados e o escambau, não deve ser fácil. Sugeri, então, que já que eles não aceitam prova de que o Mauricio mora lá, ele simplesmente pare de pagar a conta e se eles reclamarem dizendo que ele, sim, mora, então eles que aceitem o pedido de corte.
E esquecer da nossa gente
Que trabalhou honestamente a vida inteira
E agora não tem mais direito a nada
Tá difícil até ser pobre nesse país... E repararam como pra absolutamente tudo se cobra uma taxa mínima? Taxa mínima é o caralho: se não usou, não tinha que pagar. Bom, depois dessa aventura fomos pra casa dele, tomar um sorvete de passas ao vinho.
Vamos celebrar a aberração
De toda a nossa falta de bom senso
Nosso descaso por educação
Sem energia, ele entrou numas de dormir quando escurece e levantar junto com o sol. Que é o natural... a gente é que prolonga nosso "dia" por conta de ter que trabalhar 8-9 horas e perder toda a luz... Por isso que sou a favor de meio período: uma turma trabalharia das 8 às 13h e outra das 13 às 18h. Dobraria-se a oferta de trabalho, e todo mundo teria mais tempo pra curtir um pouco de luz. Claro que isso não acontece porque o raio do governo não abriria mão de cobrar o dobro dos encargos todos.
Vamos celebrar o horror
De tudo isso
- Com festa, velório e caixão
E eu fui pra casa, jantar e cair na cama novamente. Nem vi o tal do Jean ganhar o BBB. Aliás, nem vi porcaria de BBB nenhum. Prefiro ler um livro, assistir CSI ou simplesmente dormir. Hoje acabei acordando antes do horário, tossindo novamente. Se continuar assim vou ter que ir ao médico de verdade.
Está tudo morto e enterrado agora
Já que também podemos celebrar
A estupidez de quem cantou esta canção
Logo vou tentar "cavucar" mais a história da água. E tentar descobrir como ajudar mais.
Venha, meu coração esta com pressa
Quando a esperança está dispersa
Só a verdade me liberta
Chega de maldade e ilusão
Venha, o amor tem sempre a porta aberta
E vem chegando a primavera
Nosso futuro recomeça:
Venha que o que vem é perfeição...
Terça-feira
Noite péssima. Primeiro pela conversa com ele, que tá muito deprimido, e depois pela bronquite que resolveu me atacar de madrugada. Nada que um comprimidinho de Aerolin não tenha resolvido em meia hora, mas pelo meu cansaço de ontem e por ter tido o sono prejudicado de novo, decidi não ir trabalhar. Mesmo porque a bronquite ainda não foi embora 100%. Mas vamos ver o que consigo fazer pelo meu Bichinho. Oxalá a mãe do Alê consiga algo, ou o João, ou o Claude.
Mas falemos de bicicleta: comprei. A Irmã foi na autorizada montar e deve estar trazendo ela agora. Eu vou pra casa dele e de lá para a Sabesp pra ele solicitar o corte de água na casa da frente. Água já foi, telefone já foi, Speedy já foi, luz tá quase indo... e logo ele vai junto, desse jeito.
Ô, Papai do Céu... me dá uma luz!
Segunda-feira
Senta que lá vem história...

Sexta-feira acordei meio chateado, apesar do feriado. O Morzão não estava parecendo a fim de ir lá pra pousada. Cheguei a pensar em ir sozinho, caso ele fizesse caso. Afinal, era relativamente perto e eu tinha pago os 50% da reserva. Felizmente nada disso foi necessário - ele topou ir (principalmente por eu já ter pago). Animei! :-) E pra animá-lo um pouco mais, antes de irmos pra pousada passamos no shopping pra ver "Constantine" - muito bom, viu? Gostamos bastante. Daí jantamos por ali mesmo, passamos no Pão de Açúcar pra comprar umas gorobinhas + água (lembrem-se que um dos diferenciais desse chalé era ter fogão). E zarpamos.

Longe. Sobe montanha. Depois de chegarmos no pé da serra, ainda deu quase 1 hora (impressão minha??) debaixo de bastante neblina em alguns trechos, e 1/3 do caminho era estrada de terra. Até aí normal, apesar da má impressão e de alguma discussão pelo caminho, mal orientado no mapinha que me foi enviado. Mas chegamos. E o chalezinho era simpático. Mas...

... começam os problemas: chalé gelado, cama gelada/úmida. Lareira, mas nada de lenha. Nem fósforo. O que quer dizer que o fogão - velho, sem acendimento automático, meio enferrujado - tãopouco funcionou. Chalé sem telefone, então não dava pra pedir ajuda sem sair e caminhar até a administração - mas quem disse que eu tinha coragem de sair naquele mato cerrado (mata atlântica) de noite, sem iluminação? Bicho-do-mato, me acusarão. Convido a todos pra ir pra lá, então... Só que não parou por aí: por conta das chuvas, a tv só pegava (mal) a Globo (perdi o CSI, droga...). Tudo isso pode-se relevar, claro. Afinal era um chalé e não um hotel. O que não dá pra relevar foi a falta de sabonete e xampu no banheiro. Ninguém avisou que não tinha e é o mínimo que se espera de um lugar que anuncia ter roupa de banho e de cama.

Mas ruim mesmo foi a "cama", se é que se pode chamar assim. Era uma placa de madeira inteiriça com uma espuma velha, de uns 10cm de espessura se tanto, por cima. Ou seja, parecia que estávamos dormindo no chão (por conta do frio e de a espuma não servir pra nada). Sem falar na tal roupa de cama, dois cobertores de solteiro pra uma cama de casal, que além de tudo mal esquentavam. Horrível. Tive altos pesadelos e dor pra tudo que foi lado. Mauricio pior ainda. Pela manhã, tomamos o tal café e decidimos ir embora. Falamos com o tiozinho que estava lá, simpático até, pediu desculpas, e tchau! E não paguei os outros 50% (afinal, só usei 1 das 2 diárias...).

Sábado. Antes de ir pra casa, porém, demos uma passada na D. Olga. Tá velhinha, mais de 80, mas lúcida e muito bem-humorada. Foi gostoso. Não ficamos pro almoço e não deu pra ver a Helena - fica pra próxima. Comemos um lanche no EA e íamos, finalmente, na tal sauna pra esquentar os ossos. Só que apertou a vontade de fazer nr. 2 no Amogueco e resolvemos ir pra casa (dele) mesmo. Ainda passei em casa pra pegar uns dvds ("Before the Sunset", muito bacana!!!, mais "O Último Samurai"). E nessa ficamos.
Domingo. Achei que íamos à sauna, postergada no dia anterior. Mas nada, ficamos lá mesmo. Mas foi diferente. Com o "novo" quintal sem telhas, ficamos ali tomando sol. Colocamos o colchão velho no chão e cochilamos ali mesmo, eu só de cuequinha pra tomar sol nas partes. Depois começou a pingar e fomos pra dentro. Colchão no chão da sala, ele cochilando no colchão e eu no sofá. Foi gostoso. Um "lanchinho" (arroz com soja acebolada e fondor - delícia!) e ficamos vendo os extras dos dvds. Pra completar a noite, voltamos ao EA pra comer um pedaço de bolo-mousse de chocolate + média. Hmmmm!!!
E foi aí que eu vi esta maravilha de bicicleta que ilustra a primeira parte deste post. Ai, ai, ai... Vou comprar!! Isso se ela ainda estiver no mesmo preço, porque em outras lojas custa R$ 200 a mais. Tomara que não seja a última peça ou algo "no estado". Porque ela é linda. E a idéia é usar, sim, ou indo pro parque, ou até pegando a estrada mesmo rumo a Campinas. Why not? Duvidam?? Bom, o que vocês não sabem é que, além do exercício e tal, o melhor motivo pra eu andar de bicicleta é:

Tenho 2. Não da Caloi, mas que comprei/ganhei na Dinamarca. Um tesão: fica o pintão fazendo volume na frente... hmmm!! Quero ver se ele resiste... 
Pensando em tudo isso - e talvez em parte por conta da soneca no sofá - não consegui dormir antes de 2 da manhã.
P.S.: Alê foi esquiar!!!! Muito bacana!! 