Sinto as teias de aranha sendo varridas e a ferrugem das engrenagens do meu cérebro sendo (sadiamente) lubrificadas. Esses meus amigos aí do lado, Rafa, Nath, Aldo, Afonso, Gilbert, Aninha, sem falar no desblogado Tim... vixe! Não digo que emburreci com o passar do anos e os anos de televisão (tv cultura, poxa...), mas realmente tá faltando conteúdo. Ou ele está trancado n'algum canto. Ou não. Será o ser humano naturalmente mau? Preciso talvez pensar mais nessa questão antes de entrar no debate. Cadê meu Duda Mendonça? Assessores!!!
Vou ouvir um Lucio Dalla pra relaxar, isso sim!
Artist: Lucio Dalla
Album: Ciao
Year: 1999
Title: Ciao
C'è stato come un lampo lì proprio in mezzo al cielo
che era blu cobalto liscio, liscio senza un pelo
la città sotto era un presepio, le luci del tramonto
la scia di un aereo, facevano più bello il mondo
dello sforzo dei poeti, dei mezzi giornalisti
puttane e kosovari, poi altri tipi misti
contavano le stelle, le prime ad arrivare
poi la voce di una vecchia
che salutava tutti quanti dicendo ciao
La spiaggia di Riccione, milioni di persone
le pance sotto il sole, il gelato e l'ombrellone
abbronzati un coglione, non l'hai capito ancora
che siamo stati sempre in guerra
anche il 15 a Viserba
in guerra con noi stessi, tra video e giornali
e noi sempre più lessi a farci abbindolare
con la nostra indifferenza, la passione per le cose
che non possiamo stare senza
anche le pericolose
come ad esempio una canzone
mentre la stai cantando
di là qualcuno muore
qualcun altro sta nascendo
è il gioco della vita
la dobbiamo preparare
che non ci sfugga dalle dita
come la sabbia in riva al mare
CIAO
E' la colpa di non so di chi
CIAO
E' la colpa di non so di chi
CIAO
11a. coisa que mata qualquer relacionamento: um namorado estraga-prazeres. Tava bom demais pra ser verdade...
Coisa estranha:
| 24 Mar, Thu, 13:00:59 | Google: comprar ovo de páscoa com cheque |
Bu! Voltei... E não deu nem 1 hora desde que eu "fui"... :-) É que eu precisava contar sobre ontem. Sim, fui na casa dele pegar o cartão e matar a saudade. Tomamos banho juntos (*), ficamos conversando no "jardim" sob a luz da lua. Ficou realmente melhor a casa sem as telhas impedindo a vista do céu. E ficamos ali, eu sentado na soleira da porta, ele na cadeira de plástico, e as cadelinhas deitadas ao redor. Falamos sobre a falta de grana atual (até ontem, pelo menos: hoje já estou rico novamente) e - paradoxo? - sobre a casa que a gente quer comprar junto. Tem que ter quintal, tem que ter espaço pras cadelas, tem que ter espaço pra plantar, tem que ser segura, não precisa ser enorme, nem nova, tem que ser tranqüila, sem barulho de carros, mas ao mesmo tempo tem que ser perto de ônibus, padaria, supermercado, tem que ter praça perto. Em outras palavras, tem que ser aquela ali que vimos naquela rua perto do meu apê. Ou seja, está decidido. Agora só falta ter dinheiro pra comprar! :-)
Também estou feliz com a viagem de amanhã - um diferencial desse lugar que vamos é que o chalezinho conta com fogão e utensílios. Vamos poder fazer uma comidinha esperta ali mesmo, sem ter que sair, sem ter que gastar muito. Não é bacana? E em qualquer caso a gente vai num restaurante no sábado pra encher a pança.
Saudade do Alê. Preciso declarar o imposto. Preciso ganhar na megasena. Preciso jogar na megasena. Não preciso de nada.
Aviso aos navegantes: é feriado!!!! Tchau, volto só no domingo ou segunda. Acho... :-) Fica uma dica das 10 coisas que matam qualquer relacionamento (pode clicar que vai na explicação!):
» 1. A televisão
» 2. Deixar de sair
» 3. Falta de tempo
» 4. Relaxar demais
» 5. Falta de atenção
» 6. Ciúme excessivo
» 7. Abstinência sexual
» 8. Política familiar
» 9. A falta de projetos
» 10. O silêncio
Mil acessos! Êêêêê!!! Nada a comemorar, já que 935 devem ter sido meus, mas é um motivo pra celebrar e colocar, portanto, aqui uma foto do ator por quem eu arrasto um bonde legal! Gostoso... :-)

E algumas obras-de-arte de verdade:



| As ruas desse lugar | Começou de súbito |
| Conhecem bem | A festa estava mesmo ótima |
| As noites longas, as noites pálidas | Ela procurava um príncipe |
| Quando eu te procurava | Ele procurava a próxima |
| As casas desse lugar | Ele reparou nos óculos |
| Se lembrarão | Ela reparou nas vírgulas |
| Do nosso abraço, da sombra insólita | Ele ofereceu-lhe um ácido |
| Espelho azul no chão | E ela achou aquilo o máximo |
| As ruas desse lugar | Os lábios se tocaram ásperos |
| Agora eu sei | Em beijos de tirar o fôlego |
| Sempre escutaram a nossa música | Tímidos, transaram trôpegos |
| Quando eu te respirava | E ávidos, gozaram rápido |
| As pedras municipais | Ele procurava álibis |
| Se impregnaram | Ela flutuava lépida |
| Da dupla imagem, da dupla solidão | Ele sucumbia ao pânico |
| A sombra ali no chão | E ela descansava lívida |
| E lá no céu constelações | O medo redigiu-se, ínfimo |
| Num arranjo inusitado | E ele percebeu a dádiva |
| O seu nome desenhado | Declarou-se dela, o súdito |
| Pelo menos tinha essa ilusão | Desenhou-se a história trágica |
| E lá no céu os astros | Ele, enfim, dormiu apático |
| Num arranjo surpreendente | Na noite segredosa e cálida |
| Se buscavam como a gente | Ela despertou-se tímida |
| Pelo menos tinha essa ilusão | Feita do desejo à vítima |
| São milhares de estrelas | Fugiu dali tão rápido |
| Singulares letras vivas no céu | Caminhando passos tétricos |
| Amor em sua mente épico | |
| Transformado em jogo cínico | |
| Para ele, uma transa típica | |
| O amor em seu formato mínimo | |
| O corpo se expressando, clínico | |
| Da triste solidão, à rubrica |
| As noites | Formato Mínimo |
| Skank |
O fim do fim do mundo
Caetano cantou que alguma coisa está fora da ordem. Arnaldo Jabor disse que o mundo está às avessas. Um amigo meu acredita piamente que estamos vivendo a época mais negra da história da humanidade. O motorista de táxi que me trouxe pra casa tem certeza que as pessoas estão mais violentas e o que o trânsito já foi melhor. Mesmo sem concordar com os apocalípticos que pregam que o fim está próximo, não é difícil perceber que o mundo piorou muito de uns passados pra cá. Se já não se faz mais futuros como antigamente, podemos dizer também que o mundo não é mais aquele, olha a cara dele.
Mas não creio que seja o caso de sair por aí divulgando a idéia de que o mundo piorou a ponto de sair de linha. Pode ser muito perigoso e gerar desde ondas de saques entre os americanos, cuja lógica calórica os induz a estocar alimentos para serem consumidos depois que o mundo acabar, até servir de inspiração para um comercial de varejo de móveis e eletrodomésticos propondo uma queima de estoque antes do final dos tempos. Por isso, pode ser interessante analisar as análises, de forma clínica, pra não dar merda.
Caetano, pregador do alguma coisa fora da ordem também não é dos mais ordenados. Nem quando samba com graça dizendo-se neguinha nem quando treme os lábios cantarolando em espanhol. Jabor, sabido sábio nacional, ainda que coberto de razão e recheado de sensatez é também um dramático profissional. Meu amigo, que vê a época como negra, é daltônico. O motorista de táxi tem razão quanto ao trânsito, cada vez mais caótico e, a sensação de que a violência aumentou é real. Mas certamente, a violência é sempre ampliada pela mídia, cujo interesse em fazer com que tudo pareça pior pode estar paranoicamente ligado à queima de estoque do patrocinador.
Mas uma coisa é certa, o mundo não vai acabar. Não agora. Não tão cedo. Não antes de todos nós. Não sem o meu consentimento. Tenho dois filhos em fase de crescimento, tenho uma obra inacabada, um post em andamento e, convenhamos, hoje é quarta-feira, dia de publicar a crônica no Blônicas. Compromisso é compromisso, com ou sem mundo.
O nosso planeta Terra, que é o mundo pra nós, terceira bola de quem vem do sol, azulada e úmida, vive num sanduíche-iche entre Marte e Vênus, conflitada entre a Guerra e o Amor, Tânatos e Eros, impulsos de morte e de vida. Gira louca e severinamente, levemente achatada, cumprindo suas obrigações cíclicas diárias, semanais e anuais, consigo, com a lua e com o sol. Balança levemente no eixo entortado, roda de carro velho mal balanceada, o que acaba proporcionando lindas férias de inverno e verão pra boa parte da população inserida no consumo. E, sim, acoberta e promove injustiças incontáveis, das sociais às climáticas. Mas é a Terra, nave-mãe, mãe-natureza, mãe que é uma só. E mãe, como todo mundo sabe não acaba. O mundo, como a mãe, transcende a existência física: é um dogma de fé, a fé na continuidade das coisas, a representação do tempo indestrutível, que sempre foi e sempre será.
Então, é isso: anote aí, o mundo não vai acabar.
Em outras palavras, vamos mesmo ter que fazer a declaração do imposto de renda.
Saco.
Rosana Hermann é cronista do Blônicas às quartas, com uma crônica de quinta, até segunda ordem.
Poeminha de Páscoa:
O homem morde
O choco late.
Ontem eu estava doidim pra ir na casa dele e tal, mas acabou que choveu e o magnânimo Burro aqui deixou a Irmã usar o KArro pra ir na academia. E o Alê nem tchum pra vir aqui saber das novidades:
| Brazil | 93 | 86.11% |
| |
| Mexico | 4 | 3.70% |
| |
| Peru | 4 | 3.70% |
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| United States | 3 | 2.78% | <--- Alê | |
| Colombia | 1 | 0.93% |
| |
| Nigeria | 1 | 0.93% |
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| Argentina | 1 | 0.93% |
| |
| Japan | 1 | 0.93% |
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Coisas estranhas, parte II:
Olha como o povo vem parar no meu blog (via Google - cliquem na palavra "google" pra repetir a pesquisa e verem que eu não tô mentindo!):
| 18 Mar, Fri, 21:12:45 | Google: de quem e esse jegue |
| 19 Mar, Sat, 10:40:05 | Google: site homem macho nu |
| 21 Mar, Mon, 17:50:59 | Google: como surgiu o croquete |
| 21 Mar, Mon, 19:46:44 | Google: qual ovo de pascoa eu devo comprar |
Esse Google enlouqueceu??
Coisas estranhas:
1) Unhas grandes que servem pra "palitar" os dentes e raspam no teclado quando digito.
2) O bicho tão teso ontem - sem motivo - que doía. Dois espancamentos de macaco resolveram.
3) A inexistência de escovas-de-dente pretas.
4) É a terceira vez que tento postar isso e o UOL não aceita. Agora vou fazer um "CTRL+C" pra pelo menos não ter que digitar tudo de novo.
“Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. A parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.”
E dentre os sonhos, o de me encontrar e encontrar o que me dê paixão (e pague minhas contas). Estarei eu acostumado ao ócio? Mas eu trabalhava tanto... A bem da verdade, nunca realmente me apaixonei por trabalho algum. Se ainda fossem Artes (e se eu tivesse talento). Se ainda fossem Ciências (e eu tivesse inteligência). Mas não. Cá estou eu à mercê de qualquer nesgo de inspiração. Que nem vem. E enquanto isso as contas caem. Do colar bancário que me enforca e "suforca". Ave... quando eu dou pra fazer poesia-em-prosa, sai da frente! A única saída pra mim seria voar e voar e voar. Virar Superman ou espião. E o tal comprimido que não faz efeito - um que diz-se que dá ânimo e disposição. Não é que eu esteja desanimado. Apenas estou sem paixão. E - sem querer fazer rima fácil - acordei com um tesão da p*rra. Que já passou, diga-se de passagem, com o sono que instaurou-se em seu lugar.
Alguém aí pode me sustentar até que eu decida o que vou ser quando crescer?
E o Alê está em Bostão (já estava... continua...) e a Nath já está na Espanha - faculdade. Chegou bem, a moça bonita. Fiquei feliz. Também fiquei feliz porque fui encontrado mais uma vez no iogurte por uma amiga das antigas: a Tânia Rú! Eita... Já por aqui, tem neguinho até do Japão aparecendo. Mas é tudo por causa de palavrinhas chaves do tipo "maricatu", "britney spears", "blog gay", "homossexual", "gls", "madonna", "michael jackson", "jean e pink"... é só colocar essas palavras aí muito procuradas que neguinho acaba chegando. Chegando pra saber que:
1) Na sexta fui pra lá e já não lembro de nada que tenha acontecido.
2) No sábado eu fui pra lá também, e ajudei a lavar o quintal e a tirar as telhas de plástico da área e limpar os musguinhos da parede. Jantamos no EJ. **
3) No domingo eu fui pra lá e com a ameaça de chuva não fomos ao parque. Ameaça que se concretizou: acabou inundando a rua. O grande barato foi irmos ao EA de noite tentar sacar dinheiro, com a novidade de que cada um foi no seu carro (ele queria carregar a bateria do poisé que nunca sai da garagem). Achei divertido segui-lo, nem sem por quê. :-)
E ainda não tive saco pra declarar o tal imposto. Ter eu tive, mas do jeito que estava eu teria que pagar (pela primeira vez) uns R$ 170. Daí lembrei que pago (meio) convênio pra Mamãe e que posso tentar declarar isso pra ver no que dá. Acho o Lula um tesão, mas chega de imposto, né tio?
Jean-Claude viajaria no feriado mas a grana não está dando. A minha foi pras cucuias, tive que estourar. Com o IPTU da casa do Papai que ele não paga há 2 anos, mais o monte de dívida, lá se foi meu PPR. Mas não estou reclamando! Graças a Deus que ele existe pra me tirar desse sufoco. Depois disso, é controlar. Até o próximo PPR ou 13o., pelo menos... ;-)
Feriado é esta semana?? Óia, nem tava lembrando (juro!). Acho que não vou viajar - tô esperando confirmação da tal pousada no alto da serra. Se confirmarem, eu vou sim! Porque devo, não nego, mas deixar de fazer um passeiozinho pra pagar conta, eu não vou!
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